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Comportamento

Geração Z lidera afastamentos do emprego por problemas de saúde mental

Levantamento da Serasa Experian ouviu 233 jovens no País e aponta que 3 em cada 10 já precisaram deixar o trab

Por Ângela Kempfer | 19/05/2026 08:09
Geração Z lidera afastamentos do emprego por problemas de saúde mental
Jovens em fila do emprego na Funsat, em Campo Grande (Foto: Arquivo)

Três em cada dez jovens da geração Z, faixa entre 18 e 28 anos, já pediram afastamento do trabalho por questões de saúde mental, segundo pesquisa da Serasa Experian. O levantamento ouviu 233 brasileiros em todas as regiões do País, entre novembro e dezembro de 2025, mas os números não foram estratificados por Estado, o que impede recorte específico sobre Mato Grosso do Sul.

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Pesquisa da Serasa Experian revela que três em cada dez jovens da geração Z já pediram afastamento do trabalho por saúde mental. O levantamento ouviu 233 brasileiros entre novembro e dezembro de 2025. Apenas 28% se sentem confortáveis para tratar o tema no trabalho. A atualização da NR-1 passou a exigir que empresas incluam riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos, com multas previstas para começar no dia 26.

A pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo mostra ainda uma contradição no ambiente corporativo. Embora 6 em cada 10 entrevistados afirmem que as empresas falam sobre saúde mental, eles avaliam que as práticas adotadas nem sempre acompanham esse discurso. Entre os fatores citados estão pressão no trabalho, jornadas prolongadas e insegurança em relação ao futuro profissional.

Outro dado sensível é que apenas 28% dos jovens disseram se sentir confortáveis para tratar do tema no ambiente de trabalho. A geração também aparece mais ligada à busca por modelos flexíveis, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e iniciativas de bem-estar dentro das empresas.

Para Fernanda Guglielmi, psicóloga e gerente de recursos humanos da Serasa, os fatores se acumulam ao longo do tempo e ajudam a explicar o aumento dos afastamentos nos últimos anos. Já Rodrigo Dib, CEO do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), avaliou à Folha que as empresas ainda têm dificuldade de adaptar seus modelos de gestão às expectativas dos mais jovens.

O debate também passa pela legislação trabalhista. A atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) passou a exigir que empresas incluam riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos. Na prática, isso envolve ações como programas de saúde mental, canais de denúncia, revisão de metas, controle de jornada e medidas de bem-estar.

As multas relacionadas à nova redação da norma ainda não estão sendo aplicadas. Segundo o texto, a cobrança foi adiada pelo MTE e, se não houver novo adiamento, deve começar na próxima terça-feira (26).

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