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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

31/07/2017 06:05

Janete venceu o câncer e, para comemorar, ganhou festa emocionante das amigas

Foi um processo difícil e doloroso, e ela diz que teve forças devido ao apoio incondicional que recebeu

Eduardo Fregatto
São 11 amigas que formaram um grupo de apoio e suporte para Janete. No sábado, elas comemoraram todas juntas. (Fotos: Eduardo Fregatto)São 11 amigas que formaram um grupo de apoio e suporte para Janete. No sábado, elas comemoraram todas juntas. (Fotos: Eduardo Fregatto)

Após um ano e meio de muita luta e resiliência, a assistente social Janete Calixtro, de 43 anos, finalmente viu sua casa cheia de alegria, muitos amigos e motivos para celebrar. Ela venceu um câncer de mama, diagnosticado no início de 2016. Passou por cirurgia e quimioterapia. Sofreu com o tratamento que castiga o organismo e tira o bem-estar, mas sempre se viu rodeada de amigas prontas para ajudar e dar apoio.

A festa foi na sua casa, na noite de sábado (29), e reuniu todos aqueles que estiveram ao seu lado durante o doloroso processo. O tema foi Festa Junina. Cada uma das 12 amigas levou um prato diferente, entre pastel, cachorro-quente e doces. No rosto de Janete, o sorriso de quem aprendeu um novo significado em viver.

Janete diz que mudou a forma de encarar a vida. É mais feliz e positiva hoje.Janete diz que mudou a forma de encarar a vida. É mais feliz e positiva hoje.

"Meu olhar de vida agora é outro", afirma, sem segurar as lágrimas. "Quando você tem uma doença assim, acaba dando valor às pequenas coisas, que antes você não valorizava. Como por exemplo estar aqui, rodeada de gente que você ama", completa.

O tumor que Janete enfrentou poderia se espalhar por outras partes do corpo. Ela precisou fazer uma tratamento intenso de quimioterapia. Perdeu os cabelos, passava até 20 dias acamada, passando muito mal. Mas as amigas estavam sempre ali. "Me ligavam, faziam surpresas pra mim. Nós trabalhávamos juntas, algumas nem eram tão próximas, mas se tornaram superamigas", conta.

Na época, o marido de Janete estava desempregado e ela não podia mais trabalhar. Foram as amigas que tomaram frente de eventos beneficentes para arrecadar recursos e pagar a cirurgia de mastectomia. "Esse grupo mudou nosso olhar. A gente passou a olhar sempre uma para a outra", descreve a amiga Shirley Lescano da Luz, professora de 42 anos.

A festa aconteceu na casa da assistente social e reuniu amigos e familiares.A festa aconteceu na casa da assistente social e reuniu amigos e familiares.

Outra amiga, Elenir Marinho, pedagoga de 50 anos, foi quem mais dava forças para Janete. "Eu não deixava ela chorar. Eu já tive câncer anos atrás. Eu dizia 'pode parar o choro'. É uma etapa da vida que a gente passa", reflete.

As amigas já perderem colegas de trabalho por conta de casos de câncer. Foi o que talvez as uniu tanto em torno de Janete e sua batalha. "Nós estivemos sempre com ela. Eu conheci outra mulher que contou que passou por isso sozinha, isso mexeu comigo", diz Shirley.

"É importante demais ter apoio nesse momento, faz toda a diferença. Fez toda a diferença pra mim", ressalta Janete.

Apoio de verdade - Ela e o marido, o vendedor Luis Cláudio Martins, 54, têm duas filhas: Natália, de 4 anos, e Beatriz, de 6.

Janete, as duas filhas e o marido, Luis.Janete, as duas filhas e o marido, Luis.

Para Luis, são nos momentos difíceis que se descobre quem realmente está do seu lado. "Na hora do bem bom, tem muita gente com você. Mas na dificuldade, muitos somem. Aqui estão todos que ficaram com a gente", ressalta. Ele recorda do momento em que o médico saiu da cirurgia e deu a boa notícia. "O médico disse que foi por um milagre. Graças a Deus estamos aqui hoje comemorando".

Janete recorda de quando olhava para as filhas sem saber se ia sobreviver. Felizmente, hoje, ela está curada, cheia do afeto e carinho dos amigos e familiares, e com a certeza de que vai aproveitar o máximo cada momento da sua vida. "Eu sou vitoriosa, mas não venci sozinha. Hoje eu sei que não adianta ficar sofrendo e remoendo certas mágoas se a vida da gente é um sopro. Eu estou feliz", resume.

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