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Comportamento

João deixou 7º semestre de Direito para ser manicure e a mulherada gostou

Por Anny Malagolini | 06/05/2013 06:13
João, cercado pelos esmaltes em salão de Campo Grande.
João, cercado pelos esmaltes em salão de Campo Grande.

Com 23 anos, João Thalles, diz que resolveu abandonar a faculdade de Direito, no 7º semestre, para enfim fazer o que sempre desejou: ser manicure. E está feliz.

O talento para pintar as unhas da mulherada surgiu já aos 12 anos de idade. A avó foi a cobaia para o primeiro experimento estético e uma incentivadora.

A determinação ele tem desde pequeno. Já na adolescência ele comunicou a família que sabia a arte de "manicure e pedicure" e não demorou muito para que primas e tias pedissem para serem atendidas.

O manicure com as mãos na massa.
O manicure com as mãos na massa.

Ele lembra que a reação diante da presença no  salão de beleza sempre causa surpresa. Mas não incomoda e nunca gerou preconceito, pelo contrário. “A mulher se arruma para outra mulher, e eu sou neutro nisso, acabam gostando”, justifica.

Há um mês atendendo em novo salão, João é a "grande curiosidade" entre as mulheres, segundo proprietário da empresa, Alisson Bruno da Silva, de 23 anos. “As clientes pisam no salão e querem testar o manicure."

Não há barreiras para a proximidade e nem casos de constrangimento. "Até uma mulher de saia topou fazer os pés com ele, sem receio”, conta Alisson.

A engenheira Carolina Figueiró, de 31 anos, foi fazer as unha com "o manicure" pela primeira vez e gostou do trabalho. Mas para ela, o mais legal de fazer a unha com um homem é o fim de qualquer preconceito. “Acho importante o homem enfrentar profissões que ainda são tidas como femininas”.

O manicure trabalha do jeito antigo, nada de cremes esfoliantes e unhas instantâneas. O trabalho em um pé chega a durar 1 hora, tudo na base da bacia com água e lixa. “Aprendi e assim fica bem feito”, argumenta.

Para estar sempre atualizado, o caminho também é o convencional. ”Procuro ler em revistas, ver na internet o que se está usando, o que é tendência, porque hoje a unha está em alta”, explica.

A vontade de João para o futuro é bem óbvia. Ele quer ter abrir um espaço, ser o próprio patrão.

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