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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Julho de 2019

24/06/2019 08:22

Leca transformou a rotina e convocou os amigos para dar qualidade de vida à mãe

Dona Fátima tem cirrose hepática e depende da filha que é designer de unhas para sobreviver

Alana Portela
Leca decidiu organizar a feijoada beneficente para conseguir dinheiro para comprar os remédios e alimentos da mãe (Foto: Vanilto Xavier)Leca decidiu organizar a feijoada beneficente para conseguir dinheiro para comprar os remédios e alimentos da mãe (Foto: Vanilto Xavier)

“Minha mãe tem cirrose hepática há 15 anos, agora o quadro dela se agravou mais. A doença faz os órgãos pararem de funcionar. Ela está lutando pela vida”, conta Léa Michelly Gaudi Ley, mais conhecida por Leca. Ela é designer de unhas acrílicas, porém, há dez meses teve que se afastar do emprego para se dedicar inteiramente à mãe, Fátima Gaudi Ley. “Alugava um salão no centro, mas larguei para cuidar dela. Na minha profissão consigo sobreviver, mas para dar o melhor para ela, não dá”, disse.

O problema de saúde só tem piorado, mas pela qualidade de vida, a filha faz de tudo. “Ela representa tudo pra mim. É um exemplo de mulher, não vou desistir”, afirma.

Foi por conta de uma hepatite não tratada, que Dona Fátima descobriu a cirrose hepática. “Em setembro de 2018 foi parar na CTI [Centro de Tratamento Intensivo], quando saiu achou que teria uma vida normal, porém não. Na última vez, o médico falou ou cuida ou morre”, conta Leca a respeito do quadro de saúde de sua mãe.

Leca fala sobre a doença da mãe e diz que faz de tudo para ajudá-la (Foto: Alana Portela)Leca fala sobre a doença da mãe e diz que faz de tudo para ajudá-la (Foto: Alana Portela)

Na última internação, dona Fátima fez uma drenagem na barriga. “A doença faz criar uma barriga d'água, e são vários bolsões, ela passou mal. O médico disse que estou com uma bombinha dentro de casa, porque a qualquer momento ela pode ter uma recaída e tenho que sair correndo para interná-la. O próximo passo dessa doença ou é o coração, ou o rim”, relatou.

Desde que a mãe saiu do hospital, Leca criou um cronograma de despertadores no seu celular e toda vez que ele toca, é porque tem que dar o remédio para dona Fátima. “Começa às 6h da manhã e vai até à meia-noite. De vez em quando, preciso de fraldas, tem a insulina também”.

Dona Fátima é aposentada, mas os remédios são caros, só um custa R$ 315,00. Leca diz que também não pode descuidar da alimentação da mãe. “Ela precisa de comida sem sal e integral, nada que seja fora disso”, disse.

A feijoada foi preparado com a ajuda de amigos  (Foto: Vanilto Xavier)A feijoada foi preparado com a ajuda de amigos (Foto: Vanilto Xavier)
Leca conversou com os participantes do evento (Foto: Vanilto Xavier)Leca conversou com os participantes do evento (Foto: Vanilto Xavier)

Par ajudar, ontem (23) ocorreu à primeira “Feijoada da mãe da Leca”, no bairro Universitário e o dinheiro que foi arrecado será usado para comprar as medicações e alimentos para dona Fátima. “Uns amigos me sugeriram de fazer uma feijoada beneficente e disseram que iam me ajudar. Deram-me algumas coisas e outras doações eu fui pedindo”, completou.

Várias pessoas se solidarizaram e estiveram no evento. A feijoada foi preparada pelo amigo de Leca, Clodoaldo Santos. A entrada custou R$ 20,00. “Foram três dias sem dormir para conseguir realizar o evento. Enquanto cuido da festa, meu filho fica com minha mãe em casa. Mas fico de olho no celular, se chamar vou correndo”, disse.

Apesar da ação já ter ocorrido, Leca está recebendo doações. “Se quiserem fazer doação de alimentação pra ela ou até medicamento, tem o Lactulona que é um xarope que serve para soltar o intestino e não dar infecção nessa água que ela tem dentro da barriga. O outro é o Omeprazol 40 gramas”.


Contato: (67) 9 9290-0135 WhatsApp

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A feijoada foi servida no horário do almoço (Foto: Vanilto Xavier)A feijoada foi servida no horário do almoço (Foto: Vanilto Xavier)
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