Liloca morreu cedo e dor virou inspiração para livro sobre amor
Obra infantil nasceu da tristeza de perder a cachorrinha e da vontade de eternizar sua alegria
A despedida precoce de Lili, a Liloca, se transformou em dor, mas também ganhou outro significado na família do escritor sul-mato-grossense Percival Lelo Gomes. Para enfrentar a perda da cachorrinha, que se foi com apenas um ano de vida, ele encontrou na escrita uma forma de eternizar a companheira de quatro patas.
O livro "Lili, Liloca, A Cachorrinha Missionária" é uma obra infantil inspirada na trajetória real da vira-latinha marrom e no que ela poderia ter representado ao mundo caso tivesse vivido mais.
Segundo Percival, a escrita surgiu como uma maneira de liberar sentimentos profundos diante da partida repentina da cachorrinha, que convivia de forma intensa com ele, as duas filhas e um coelho da família.
“Eu lidei melhor com isso escrevendo. Foi minha maneira de perpetuar a história dela e transformar essa perda em algo bonito”, relata.
Liloca morreu por conta de complicações da doença do carrapato. Nas palavras de Percival, era uma cachorra alegre, energética e extremamente carinhosa. Gostava de brincar, corria pela casa e criava laços até improváveis, como a amizade com o coelho Bowie, que chegou a permanecer ao lado dela durante o período de recuperação.
No livro, Percival transforma a cachorrinha em uma personagem missionária, capaz de levar esperança, alegria e amor para pessoas de coração partido.
“A história não conta exatamente o que ela viveu, mas o que ela poderia ter feito. Ela se torna uma figura que interfere na vida das pessoas, levando felicidade”, explica.
Antes mesmo do livro, a saudade já havia virado canção. Percival escreveu a letra de ‘Pet Love’ em homenagem à Liloca. A música, segundo ele, é tão emocionante que suas filhas ainda não conseguiram ouvi-la por completo.
Escrita que começou na infância - A relação de Percival com a literatura começou ainda nos anos 1980, quando estudava no Colégio Rui Barbosa, em Campo Grande. Incentivado por um padre da instituição, ele passou a produzir textos para um mural escolar, espaço onde descobriu sua vocação artística.
Foi nesse período que escreveu sua primeira grande obra, Pantanal em Quatro Tempos, originalmente criada em 1986 e publicada décadas depois, em 2024.
Desde então, nunca mais parou. Ao longo da vida, colaborou com poesias ambientais, participou de movimentos culturais em São Paulo, escreveu para jornais alternativos e transitou também pela música e outras formas de expressão artística. “A arte, a cultura e a literatura sempre estiveram comigo”, resume.
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