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Em Pauta

Conversa à beira do fogo: a corrupção é coisa de chimpanzé

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 14/05/2026 07:00
Conversa à beira do fogo: a corrupção é coisa de chimpanzé

Um dia, há anos, estive em Atapuerca e ao voltar para casa, quando me perguntaram de onde vinha, disse: “Fui visitar meus avós”. Atapuerca, em Burgos na Espanha, é um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo para o estudo da evolução humana. Aquela experiencia muda a vida. Passamos a entender que vivemos 95% de nossa existência na pré-história. E acabamos de aterrissar no tempo que chamamos história. Significa que a escritura, por exemplo, foi inventada ontem, ainda que tenha cinco mil anos. Significa entender o imenso mal que as tribos fazem para a humanidade, mas também que elas nos fazem humanos.


Conversa à beira do fogo: a corrupção é coisa de chimpanzé

A tribo se reúne junto ao fogo.

A história da tribo é a da humanidade. Há um conto que ouvi não sei onde: perguntam ao presidente negro de um país africano qual a sua tribo? Ele responde: minha tribo é a humanidade. Mas o nosso pior inimigo quase sempre é o tribalismo. A tribo está muito unida ao pensamento mágico, à ignorância. Quando as pessoas entendem como funciona o mundo, desaparece o pensamento mágico e o fanatismo. Só há dois remédios contra o fanatismo: a ciência e o humor.


Conversa à beira do fogo: a corrupção é coisa de chimpanzé

O lado lindo da tribo.

Como em tudo, a tribo também carrega algo bom para a humanidade. A agricultura e a pecuária são consequências da tribo. Há 12.000 anos, quando estávamos nas cavernas, não éramos nada. Havia mais onças e leões que humanos. Os humanos mudaram o planeta, basta vê-lo à noite do espaço. E mudaram para melhor. Há pouco, a Ásia era o território da fome. Hoje, é da riqueza. Um tanto abaixo, muito menos rica, a América Latina tem história semelhante.


Conversa à beira do fogo: a corrupção é coisa de chimpanzé

“Meu ditador querido”.

Vemos por todos os lados do mundo frases como “prioridade nacional” ou “América grande novamente”. Essas são expressões tribais. Sentimento de tribo leva a casos extremos de fanatismo, de desumanização. Para muitos colonos judeus os palestinos não são pessoas. Também há o inverso, palestinos que acreditam que judeus não são humanos. Quando pensamos em ditadores, todos assinalam uns como seus prediletos e amaldiçoa a outros. Todos tem seus ditadores prediletos. Nos falta gente que diga que Trump é um palhaço ridículo e Putin pouco difere do norte-americano. Ambos tem o gene do ditador. Entram na prateleira do “meu ditador querido”. Como puderam matar duzentas crianças na escola? Responda a essa pergunta e ganhe o premio “humano do ano”.


Conversa à beira do fogo: a corrupção é coisa de chimpanzé

Eles querem putas.

A corrupção é curiosa. Pensemos no corrupto mais famoso atual. O que queria o homem do Master? Putas. Seus genes o empurravam a querer reproduzir-se e deixar muitos filhos como ele. A corrupção serve para conseguir dinheiro. Para que queremos uma tonelada de dinheiro? Para ter poder, status e hierarquia. Para que serve poder e status? O que desejam é ter mulheres. Muitas mulheres. É muito paleolítico. É coisa de chimpanzés. Os macaquinhos amam roubar e fornicar. Mas está em nossos “ genes“, especialmente dos brasileiros, extremamente sexualizados.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.