A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

02/05/2018 06:40

Modinha dos mamilos com fita adesiva acaba em bate-boca dentro de boate

Caso em boate LGBT levanta a questão sobre o limite entre liberdade e regras. Você acha o que?

Thaís Pimenta
Essa era a vestimenta que Thami estava usando quando, segundo ela, foi abordada para colocar uma blusa. (foto: Fabio Jara)Essa era a vestimenta que Thami estava usando quando, segundo ela, foi abordada para colocar uma blusa. (foto: Fabio Jara)

Na madrugada de segunda-feira (30), Thami, diz ter ficado surpresa com censura onde menos esperava. Em uma boate LGBT de Campo Grande foi proibida de continuar na casa usando um duplo "X" feito de fita isolante que tapava os mamilos, modinha hoje em baladas, principalmente em grandes shows e casa noturnas de São Paulo. Quando chegou ao SIS Louge, estava com uma jaqueta de couro por cima, mas ao tirar a peça mais pesada por conta do calor, foi abordada por dois seguranças e obrigada a "se vestir". 

Em um post no Facebook, o amigo da menina, Fabio Jara, de 30 anos expõe sua versão dos fatos. "Infelizmente na madrugada de 01/05 vivenciei uma cena lamentável em uma casa LGBT, de Campo Grande MS, aonde minha amiga foi covardemente coagida a se "vestir" por estar infringindo uma "regra" da casa... cercada de seguranças convidada a se retirar da casa por estar inadequada a frequentar o local. Aí fica a a pergunta? Estamos em um local seguro? Realmente é um local aonde podemos ser livres de preconceitos? Fica aqui a pergunta e a indignação".

A pergunta, claro, logo colocou a internet para debater o limite entre regra e censura em tempos de liberdade tão cobrada, principalmente, pelas mulheres.

Thami reforça que, quando chegou, acompanhada de seus amigos, já estava com o "X" nos mamilos, mas a jaqueta fechada, com tudo tampado. "Me deixaram entrar numa boa, conforme foi passando a noite foi me dando calor, e eu perguntei para um funcionário se teria problema tirar a jaqueta e o mesmo me respondeu que não, então eu tirei, fiquei umas 2h andando pela balada sem a jaqueta e todos os funcionários viram e ninguém me falou nada então fiquei de boa, achei que tava ok", diz.

A situação teria mudado por volta das 3h30, quando Thami estava sentada na área de fumódromo e foi abordada pela segurança, que a pediu para colocar a jaqueta. "Eu perguntei o porquê disso, e ela disse que era regra da casa. Eu não discuti, não falei nada, e falei que ia por uma blusa minha que estava guardada na bolsa. No que eu abri a bolsa pra pegá-la chegou um  segurança homem, pegando no meu braço falando para eu por logo". Para Thami, esse foi o momento em que se sentiu mais constrangida, por conta de o segurança estar segurando e tocando em seu braço, como se estivesse fazendo algo errado.

Ela conta ainda que depois disso ela, Fábio e mais alguns amigos se levantaram e foram embora. Eles continuaram na frente da balada tentando conversar com o dono do local, Deko Giordan, por cerca de duas horas, mas segundo ela, ele não apareceu. "Ele não saiu pra conversar com a gente. Todos os funcionários já sabiam o que tinha acontecido, e eu escutei gente debochando de mim falando".

Deko Giordan garante que não é a primeira vez que Fabio Jara "arruma problema" com a casa e que o SIS já indica, com cartazes colados em frente à entrada, que ficar sem camiseta e entrar de chinelo e rasteirinha são proibidos. "A camiseta por higiene mesmo e os sapatos por conta de segurança, caso quebre uma garrafa de vidro no chão, por exemplo", informa, lembrando que regras existem não para censurar, mas para respeitar também os espaço de outras pessoas que frequentam a casa.

Na versão do proprietário, quem perdeu o equilíbrio, foram os dois amigos. "Ela entrou com outra roupa na casa. A minha segurança orientou para ela colocar a blusa, pois ela estava com uma camiseta antes, a menina se alterou e o Fabio também. Os dois xingaram os funcionários e foi um caso pontual, de falta de respeito e de educação da parte dele".

Deko diz ainda que não faz sentido coagir um cliente sendo que as casas LGBT são espaços para que o público se sinta livre. "Você não vai achar nenhum tipo de situação assim aqui dentro", finaliza.

Thami diz que espera um pedido de desculpas por parte de Deko pois se sentia ofendida. "E espero que ele oriente melhor os seus funcionários".

O post. (Foto: Reprodução facebook)O post. (Foto: Reprodução facebook)

Curta o Lado B no Facebook e no Instagram.



Na minha opinião o povo está precisando ligar o desconfiômetro. Estão confundindo liberdade com libertinagem. O pior de tudo é que ainda querem se fazer de vítimas. Daqui a pouco vão começar a andar pelados pelas ruas da cidade. Respeito é bom e todo mundo gosta.
 
Mariana Carvalho em 02/05/2018 13:10:17
imagem transparente

Classificados


Copyright © 2018 - Campo Grande News - Todos os direitos reservados.