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Comportamento

Na preguiça de servir tereré, comerciante inventa suporte com alavanca

Por Paula Maciulevicius | 12/12/2013 06:28
Foi pela preguiça de servir, que comerciante criou a engenhoca. Só descer a alavanca que a garrafa enche a cuia.
Foi pela preguiça de servir, que comerciante criou a engenhoca. Só descer a alavanca que a garrafa enche a cuia.

Ele não leva a sério a ideia até hoje e achou que a entrevista fosse uma brincadeira encomendada pelos amigos. Mas na terra do tereré, a água gelada na erva já virou cultura, assim como tudo o mais que tem relação com a bebida. Foi a preguiça que impulsionou o comerciante José Paulo Martins, de 34 anos, a criar uma engenhoca que serve até 2 litros de tereré, graças a uma alavanca.

“Estava fazendo aqui, fui soldando e fiz. Eu já tinha visto uma, mas não daquele jeito, aprimorei a ideia e acho que ficou mais legal”, comenta José Paulo.

O comerciante está sempre se revezando entre dois sacolões do bairro Tijuca, um na avenida Souto Maior e o outro, na Panambiverá. Pronto, ele não tem nenhum... Aliás, que nome leva a tal da engenhoca? Perguntei e ele criou ali, na hora. “Nem eu sei o nome, suporte para tereré, acho que é isso”, afirma.

O primo do inventor, Zildo Lopes, foi quem propagou a ideia no Facebook.
O primo do inventor, Zildo Lopes, foi quem propagou a ideia no Facebook.

O modo de usar é bem simples e dispensa manual. “Encaixa a garrafa de tereré e o copo. É um suporte feito para uma garrafa de 2 litros, para não precisa molhar a mão toda hora, aí tem o cabinho, pega, vira e já era”, ensina.

Criada há três meses, da linha de produção saíram só 20 peças. Algumas vendidas, distribuídas entre a família e outras que foram parar até no Mercadão Municipal. Só que o produto parece não ter agradado o público na barraca, porque ele diz que nunca ouviu falar se vendeu ou não ou se precisava de mais.

O preço, é um tanto considerável. “Vendi por aí numa média de R$ 40. Se o povo compra? Compra, ninguém gosta de ficar servindo, é coisa para preguiçoso”, admite.

Se tem clientela e procura, quero entender porque o inventor não produz mais. “Um monte de gente já me pediu, mas não tenho tempo. Se eu tivesse deixado no sacolão, já tinha saído uns 30”.

Os tomadores de tereré que quiserem fazer pressão, é só procurar pelo Zé Paulo no sacolão do Tijuca, vai que ele resolve dar continuidade à engenhoca?

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