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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

24/03/2018 07:18

Na Tailândia, casal visitou templos, passou calor e viu até cão na geladeira

Juntos, eles gastaram cerca de R$ 15 mil, um valor considerado baixo para 2 semanas

Thaís Pimenta
O casal no mercado Mercado Flutuante de Damnoen Saduak. (Foto: Acervo Pessoal)O casal no mercado Mercado Flutuante de Damnoen Saduak. (Foto: Acervo Pessoal)

Foram cerca de 15 dias no ano passado de férias inesquecívies para o casal de publicitários Ana Elisa Bacon e Renato Tanaka. O destino era um sonho, a Tailândia. Ao todo, os dois gastaram cerca de R$ 15,200, ou R$ 7.604 para cada um, incluindo passagem, valor surpreendente para tantas experiências em duas semanas. 

"A nossa viagem não foi na vibealoka-mochilão-econômica, mas diria que foi econômica e confortável. Economizei muito em umas cidades para poder gastar mais em outras. Não sou uma pessoa que gosta muito de baladas e acredito que isso reduz muito os gastos numa viagem. E também por vários dias comprávamos lanches no 7 eleven pra comer no hotel e não gastar jantando fora. Isso garantiu uma economia monstruosa", comenta Ana Elisa.

O buda reclinado do Wat Pho é maior que o Cristo Redentor. (Foto: Acervo Pessoal)O buda reclinado do Wat Pho é maior que o Cristo Redentor. (Foto: Acervo Pessoal)

Na capital do país, em Bangkok, foi onde a trip realmente começou, mas o roteiro ainda incluiu Ayutthaya, cidade que era a capital da Tailândia no passado, a charmosa Chiang Mai, Krabi e Koh Phi Phi.

O calor foi um dos maiores empecilhos da viagem, além dos taxistas, que insistiam em não ligar o taxímetro para poder lucrar mais. A religião que encanta tanto turista, para o casal foi de menos. "Tem muito turismo religioso sim. Na verdade, ir pra Tailândia com zero interesse na religião deles é quase um insulto, mas também tem passeios litorâneos, shoppings, mercados".

Ao desembarcarem na capital, que segundo eles lembra muito São Paulo, foram direto ver um dos pontos turísticos “must see”, o Wat Pho, o famoso templo do Buda Reclinado. Detalhe: embora deitado, essa estátua de buda é maior que o Cristo Redentor carioca!

Nos templos, o valor para entrada era algo em torno de R$ 3. O Wat Pho é um dos maiores do país, com os detalhes de sua arquitetura lindíssimos. "É muito emocionante ver tantos Budas juntos e os monges caminhando com toda aquela tranquilidade entre a turistada".

Logo após a visita, o casal foi para a Khao San Road, pois além de conhecer a famosa rua aproveitaram para garantir a compra dos passeios que fariam nos dias seguintes. "Não precisa de forma alguma comprar nada aqui do Brasil. A oferta das agências de turismo por lá é muito grande e é tudo muito organizado. O único passeio que deve ser visto com antecedência, é a visita ao Elephant Retirement Park em Chiang Mai por ser um acesso limitado de turistas por dia". 

Khao San Road. (Foto: Acervo Pessoal)Khao San Road. (Foto: Acervo Pessoal)

A Khao San Road é uma rua normal, lotada de turistas, na qual, volta e meia passa um carro no meio buzinando. "A rua é bem curtinha e de fato tem de tudo lá: agência de turismo, massagem, bares, restaurantes, hostel, mercadinho, petiscos de insetos e até mesmo venda de passaportes falsos e coisas do tipo hahaha. Ela é tudo o que Bangkok é: tumultuada, caótica, quente, confusa e muito divertida", conclui Ana.

Conhecer o Mercado Flutuante de Damnoen Saduak era check in imperdível. "Pagamos 400 bath por pessoa, num esquema em que a van pega no hotel, garante o passeio no barquinho, depois deixa umas horas livres para andar a pé pelo mercado e depois nos leva de volta para a Khao San Road".

No Mercado, o calor era tremendo, a ponto que o casal encontrou dois cachorrinhos folgados descansando dentro de um freezer, o que garantiu uma das cenas mais bizarras já vistas.

"Algumas pessoas não gostam desse passeio pois os vendedores tentam, obviamente, te vender coisas a todo custo. Eu não me incomodo muito com isso, tendo em vista que a função de um mercadão é essa né? Lá é lotadão de turistas e existem outras opções de mercados flutuantes mais “para os locais”, mas infelizmente aconteciam em dias que não estaríamos na cidade. Enfim, já estávamos lá do outro lado do mundo, por que não ir conhecer não é?", questionaram.

Cena inusitada: tanto calor fez os cachorros entrarem no freezer. (Foto: Acervo Pessoal)Cena inusitada: tanto calor fez os cachorros entrarem no freezer. (Foto: Acervo Pessoal)
O lêmure virou amigo de Ana. (Foto: Acervo Pessoal)O lêmure virou amigo de Ana. (Foto: Acervo Pessoal)

O segundo destino foi Chiang Mai , cidade ao norte da Tailândia . Lá, Ana e Renato tiveram a oportunidade de fazer um dos passeios mais bacanas, no Elephant Retirement Park. Nele, o casal pode ter contato direto com os bichanos resgatados de passeios abusivos.

"Existem vários passeios de elefantes e eles são muito concorridos, mas é que a maioria das pessoas vão nos passeios que abusam fisicamente dos animais, montam em cima, essas coisas. Como era diferente dos outros passeios, nesse não podia montar em cima e os animais não faziam gracinhas, o que eu acho muito mais plausível".

 

Um dos passeios que o casal mais se gostou. (Foto: Acervo Pessoal)Um dos passeios que o casal mais se gostou. (Foto: Acervo Pessoal)
Deu até pra dar mamá para os elefantes. (Foto: Acervo Pessoal)Deu até pra dar mamá para os elefantes. (Foto: Acervo Pessoal)

Na cidade eles também conheceram um brasileiro que indicou um passeio pelo templo Wat Pha Lat, o mais encantador de todos, pouco turístico, no meio da montanha. "Chegamos lá, só tínhamos nós, uma meia dúzia de turistas e os monges na rotina deles", lembra.

Wat Pha Lat era muito diferente dos outros templos. "Ele é bem mais rústico, de madeira, muitas velas, pinturas, estátuas, lago e até queda d'água. Ficava no topo de uma montanha e tinha uma vista foda lá de cima. É um local de muita paz interior".

Seguindo pela estrada desse templo, até o topo da montanha, eles chegaram em outro, o Doi Suthep, bem mais conhecido e lotado de turistas.

Foi nessa cidade que eles experimentaram também o prato típico tailandês Pad Thai. "Tem em toda esquina e alguns chegam a custar 30 bath. Nós comemos em um restaurante mais ajeitadinho na Khao San Road e mesmo assim não foi caro, 120 bath o Pad Thai com camarão. Eu achei uma delícia".

Wat Pha Lat, o templo. (Foto: Acervo Pessoal)Wat Pha Lat, o templo. (Foto: Acervo Pessoal)
O Pad Thai. (Foto: Acervo Pessoal)O Pad Thai. (Foto: Acervo Pessoal)

Ayutthaya é possível visitar num passeio de bate e volta, pois fica a 70km de Bangkok. O casal foi de van para a cidade, conhecida pelas mulheres girafa tailandesas.

No tour estão inclusas entradas para seis templos, um almoço simples e uma guia que dá uma rápida aula sobre o lugar que estamos visitando.  De acordo com Ana, vale a pena porque ali é cheio de história. "E a história desse lugar é repleta de acontecimentos, não adianta de nada apenas olhar as ruínas sem saber direito o que aconteceu ali. Sem dar uma estudada ou pelo menos ouvir o guia, você não vai entender o por quê de várias estátuas de Buda estarem sem cabeça", pontua.

 

Budas em meio às árvores. (Foto: Acervo Pessoal)Budas em meio às árvores. (Foto: Acervo Pessoal)
Mulheres Girafas. (Foto: Acervo Pessoal)Mulheres Girafas. (Foto: Acervo Pessoal)

Finalmente, o casal partiu para a região litorânea da Tailândia, para as cidades de Krabi e Phi Phi. "Phi Phi foi uma ilha minúscula visitada, foi onde teve o tsunami aquela vez. Ali a maioria da população é muçulmana e não budista. Krabi já é maior e fica a alguns quilômetros dali". 

Ana, que morre de medo, tomou coragem e nadou em alto mar, atrás da praia de Maya Bay, famosa por sua beleza e por Leonardo Dicaprio ter gravado ali o filme "A Praia". "Acho que foi uma das águas mais cristalinas que eu vi na vida, só perde para a água de bonito, mas é um verde esmeralda único".

Para ir para a Tailândia não é preciso visto, só o passaporte simples. A única exigência para entrar no país é a vacina da febre amarela.

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