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Comportamento

No mercado paranormal de Campo Grande, se livrar de demônio custa até R$ 10 mil

Por Thailla Torres | 10/10/2017 07:37
Jorge Cortez, de 43 anos, que jura ter o dom da cura e conhecimento sobre fenômenos paranormais.(Foto: Marcos Ermínio)
Jorge Cortez, de 43 anos, que jura ter o dom da cura e conhecimento sobre fenômenos paranormais.(Foto: Marcos Ermínio)

Tem crença que a gente precisa respeitar, mas nem sempre é fácil. Recentemente, um clarão no céu de Campo Grande deu o que falar e não faltaram teorias mirabolantes sobre o assunto. Uma delas fez o Lado B ir até Jorge Cortez, de 43 anos, que jura ter o dom da cura e conhecimento sobre fenômenos paranormais.

Em sua casa, na Avenida Castelo Branco, no bairro Coronel Antonino, Jorge nos recebe aparentemente bem, mas diz que prefere dar entrevista de óculos escuros porque passou a noite em claro. “Fiquei acordado olhando o céu, tenho esse costume e registro fenômenos”, garante.

Ele diz que veio de São Paulo (SP) há três anos, depois de conhecer a esposa Jane Maria Cortez*, de 42 anos, pela internet, que desenvolve um trabalho semelhante a ele. Mas se enrola para explicar. “Somos médium e paranormais. Nem eu consigo definir direito, porque são vários segmentos, lá eu ajudava as pessoas porque tenho dons de cura e premonições. Também tenho conhecimento em Ufologia e Astrologia. Tudo estudado por conta própria”.

Jane diz que dependendo do caso é de R$ 1 mil a R$ 10 mil o trabalho. (Foto: Marcos Ermínio)
Jane diz que dependendo do caso é de R$ 1 mil a R$ 10 mil o trabalho. (Foto: Marcos Ermínio)

Segundo ele, desde a juventude, percebe que tem algo anormal acontecendo perto das pessoas, que vão além de fantasmas. “Comecei a detectar que outras pessoas sentiam energias e comecei a dar seguimento no meu trabalho para ajudar os outros”.

Por isso, os planos são fundar uma instituição e buscar recursos públicos para o tal empreendimento. “A gente pretende abrir uma ONG e o AIP – Agência de Investigação Paranormal – porque nós detectamos as energias e vamos investigar o que acontece. Por isso, a gente vai até procurar o prefeito”, avisa.

Mas a perplexidade surge quando Jorge descreve a maneira como “ganha” a confiança das pessoas, apelando para problemas que todo mundo sonharia em resolver. “Aqui já foram curadas pessoas com câncer e três mulheres que não conseguiam engravidar. Já visitamos uma ONG que cuida crianças com AIDS e conseguimos absorver e diminuir a dor dessas crianças”, diz.

É claro que tudo tem um preço. Para exercer o dom fora de casa, Jorge e Jane cobram caro. “Varia muito, a gente entra em um acordo, mas dependendo do caso é de R$ 1 mil a R$ 10 mil. A gente vai, faz uma visita, ele conversa com os espíritos, faz uma limpeza energética com pólvora e uma defumação", explica Jane sobre o ritual, geralmente feito em busca de afastar assombrações, demônios e energias ruins.

Jorge mostrando um círculo "xamânico" onde costuma dar passe nas pessoas. (Foto: Marcos Ermínio)
Jorge mostrando um círculo "xamânico" onde costuma dar passe nas pessoas. (Foto: Marcos Ermínio)

O casal justifica o preço na sobrevivência e na necessidade de compra de equipamentos para provar, principalmente, à mídia, o registro de fenômenos paranormais.

“A gente tem caso de óvnis passando e tem incidência de efeitos paranormais. Eu aprendi a magnetizar o equipamento fotográfico e passei a registrar as energias em volta de uma pessoa. Consigo projetar na imagem esse suposto ser e extrair isso da pessoa”, afirma.

Mas o que faz sucesso entre os “clientes” do casal, não é saúde, tem muita gente entregando o que tem a eles em busca de dar um jeito na vida amorosa. “Com sinceridade? A maioria nos procura para abrir caminhos para o amor, separação ou afastar aquela pessoa que entrou no casamento do outro”.

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* Em 17 de setembro de 2020, a entrevistada entrou em contato com o Campo Grande News e informou que o projeto relatado na matéria não existe mais.

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