Porco tratado como rei é amigo de cachorro e passeia de coleira
Animal virou figura conhecida na cidade e chama atenção por onde passa

Pelas ruas de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, no lugar de um cachorro, quem aparece passeando de coleira é um porquinho. O nome dele é Marcelinho, e a rotina diferente acabou chamando atenção na cidade.
O porco é da advogada e produtora rural Emanoela Limeiro Almeida Corrêa, de 27 anos. Segundo ela, a chegada do pet não foi planejada. “Eu sempre pesquisava sobre porquinhos e comentava com a minha família, até que um dia, sem eu imaginar, minha irmã me deu o Marcelinho de presente de aniversário”, conta.
Hoje, com 1 ano e 5 meses, Marcelinho já faz parte da rotina da casa e da família. Emanoela explica que sempre teve curiosidade sobre a espécie. “Os porcos sempre me chamaram mais atenção pela inteligência e por serem completamente diferentes do que muitas pessoas imaginam. São animais higiênicos, aprendem rotina, gostam de banho e são dóceis, gentis, carismáticos e muito amorosos”, diz.
Dentro de casa, ele tem comportamento que lembra outros pets. “Ele é muito grudento com toda a família, e com cada pessoa ele tem um tipo de choro diferente, como se fosse uma forma de se comunicar. É muito brincalhão, extremamente amoroso, carinhoso e gentil”, descreve.
A rotina do animal também é bem definida. “Ele decorou completamente a rotina dele. Se qualquer coisa sai do horário, ele chora bastante, fica ansioso e até come as plantinhas da minha mãe”, conta. Marcelinho também mantém hábitos específicos: “Ele faz xixi apenas nos ralinhos e cocô somente na grama, sempre no mesmo lugar”.
Os cuidados incluem banho frequente, alimentação controlada e atenção com a pele. “Ele ama tomar banho e ama passear com a tia Júlia, que é a pet sitter. Em dias muito quentes, ele chega a tomar até três banhos. Também precisa de cuidados com a pele, usamos protetor solar, porque ela é sensível”, explica.
Foi justamente a rotina com a pet sitter que levou Marcelinho para as ruas. “A ideia surgiu de forma natural, a partir da rotina com os outros pets da casa. A gente viu que fazia bem para eles e decidiu incluir o Marcelinho nisso desde pequeno”, afirma.
E o passeio não passa despercebido. “Até hoje a reação ainda é de muita surpresa. As pessoas ficam sem acreditar, olham duas vezes, algumas riem, outras ficam curiosas”, relata. Com o tempo, ele ficou conhecido. “Hoje muita gente já conhece o Marcelinho. As pessoas param para filmar, tirar fotos, chamam ele pelo nome e ficam encantadas. As crianças são fãs dele”.
Nem sempre, porém, os passeios são tranquilos. “Quando ele era filhotinho, eu tentava passear com ele e ele empacava no meio do caminho, fazendo um escândalo. Hoje é mais raro, mas às vezes ele cansa, se joga no chão ou para pra comer alguma frutinha e não quer ir embora”, conta.
Emanoela também diz que já ouviu comentários negativos. “Tem muita gente que ainda faz piada ou compara com alimentação, e eu, sinceramente, não acho graça. Porque pra mim ele é um animal de estimação como qualquer outro”.
Sobre o tamanho, ela explica que há muita confusão. “O Marcelinho hoje tem 27 quilos e já está no tamanho máximo. Quando a gente fala ‘mini pig’, é em comparação ao porco convencional. Ele fica mais ou menos do tamanho de um cachorro de porte médio”.
No dia a dia, Marcelinho convive com outros animais da casa, inclusive um cachorro. “O melhor amigo dele é o Jimmy, nosso Golden Retriever. Dormem juntos, brincam, fazem arte, se amam”, conta.
Apesar das diferenças, a relação é de pet comum dentro de casa. “Eu trato ele com o mesmo carinho, amor e atenção que tenho com meus gatos e cachorros. Ele é diferente, mas ao mesmo tempo é um pet extremamente carinhoso e companheiro”, resume.
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