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Maio Amarelo encerra com média de 1 acidente a cada 40 minutos e 8 mortes

Apesar da alta frequência, dados indicam leve queda nos sinistros frente ao aumento da frota

Por Geniffer Valeriano | 01/06/2026 12:01
Maio Amarelo encerra com média de 1 acidente a cada 40 minutos e 8 mortes
Motociclista morreu em acidente que ocoreu no dia 28 de maio, no Vila Nova (Foto: Bruna Marques)

Os acidentes de trânsito em Campo Grande apresentaram leve queda durante o Maio Amarelo, campanha de conscientização, mas o número de mortes ainda acende alerta. Segundo a diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Andrea Moringo, todas as vítimas fatais pertencem aos grupos mais vulneráveis.

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Campo Grande registrou 906 acidentes de trânsito até 27 de maio de 2025, média de 34 por dia. Desde janeiro, 27 pessoas morreram no trânsito, oito apenas em maio, sendo motociclistas, ciclistas e pedestres as principais vítimas. A frota cresceu 4,5% entre 2024 e 2026, mas os acidentes não acompanharam esse ritmo. O Detran-MS alerta para condutores sem habilitação e uso de celular ao volante.

Dados do Detran mostram que a Capital registrou aumento de sinistros nos últimos anos: foram 1.034 em 2024 e 1.168 em 2025. Até o dia 27 de maio deste ano, já eram 906 ocorrências, média de 34 por dia, o equivalente a um acidente a cada 40 minutos.

Desde janeiro, Campo Grande contabiliza 27 mortes no trânsito, sendo oito apenas em maio. Entre as vítimas recentes estão cinco motociclistas, um ciclista e dois pedestres, públicos considerados mais vulneráveis.

“Isso demonstra que os mais vulneráveis no trânsito são as principais vítimas. É o público que a gente precisa reforçar a importância de comportamentos mais seguros, porque são os mais frágeis. No caso do ciclista, pedestre e motociclista, eles jogam com o próprio corpo”, afirma Andrea.

Maio Amarelo encerra com média de 1 acidente a cada 40 minutos e 8 mortes
Andrea Moringo durante ação de concientização realizada durante o Maio Amarelo (Foto: Geniffer Valeriano/Arquivo)

Outro ponto de preocupação, segundo a diretora, é o número de motociclistas sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação). “Muitas ocorrências registradas pelo Batalhão de Trânsito envolvem condutores não habilitados, o que reforça a importância da capacitação e do conhecimento das regras de circulação”, explica.

A orientação também é para evitar distrações, como o uso de celular e fones de ouvido durante o deslocamento. “O trânsito é um cenário de risco e exige atenção constante e redobrada”, completa.

O aumento da frota também influencia no cenário. De 2024 a 2026, houve crescimento de 4,5%, passando de 699.312 para 730.523 veículos. “Quanto maior o número de veículos circulando, maior a probabilidade de risco”, pontua.

Apesar disso, os dados indicam que o número de acidentes não acompanhou o ritmo de crescimento da frota. “Se compararmos os dois indicadores, há um resultado positivo, ainda que tímido. É um trabalho que precisa ser contínuo e integrado, com foco na mudança de comportamento”, avalia.

Além do Maio Amarelo, outras campanhas estão previstas. Em junho, ocorre o Junho Prata, voltado ao público idoso, e em julho as ações serão direcionadas aos motociclistas, em alusão ao Dia Nacional do Motociclista.

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