Maio Amarelo encerra com média de 1 acidente a cada 40 minutos e 8 mortes
Apesar da alta frequência, dados indicam leve queda nos sinistros frente ao aumento da frota
Os acidentes de trânsito em Campo Grande apresentaram leve queda durante o Maio Amarelo, campanha de conscientização, mas o número de mortes ainda acende alerta. Segundo a diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Andrea Moringo, todas as vítimas fatais pertencem aos grupos mais vulneráveis.
RESUMO
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Dados do Detran mostram que a Capital registrou aumento de sinistros nos últimos anos: foram 1.034 em 2024 e 1.168 em 2025. Até o dia 27 de maio deste ano, já eram 906 ocorrências, média de 34 por dia, o equivalente a um acidente a cada 40 minutos.
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Desde janeiro, Campo Grande contabiliza 27 mortes no trânsito, sendo oito apenas em maio. Entre as vítimas recentes estão cinco motociclistas, um ciclista e dois pedestres, públicos considerados mais vulneráveis.
“Isso demonstra que os mais vulneráveis no trânsito são as principais vítimas. É o público que a gente precisa reforçar a importância de comportamentos mais seguros, porque são os mais frágeis. No caso do ciclista, pedestre e motociclista, eles jogam com o próprio corpo”, afirma Andrea.

Outro ponto de preocupação, segundo a diretora, é o número de motociclistas sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação). “Muitas ocorrências registradas pelo Batalhão de Trânsito envolvem condutores não habilitados, o que reforça a importância da capacitação e do conhecimento das regras de circulação”, explica.
A orientação também é para evitar distrações, como o uso de celular e fones de ouvido durante o deslocamento. “O trânsito é um cenário de risco e exige atenção constante e redobrada”, completa.
O aumento da frota também influencia no cenário. De 2024 a 2026, houve crescimento de 4,5%, passando de 699.312 para 730.523 veículos. “Quanto maior o número de veículos circulando, maior a probabilidade de risco”, pontua.
Apesar disso, os dados indicam que o número de acidentes não acompanhou o ritmo de crescimento da frota. “Se compararmos os dois indicadores, há um resultado positivo, ainda que tímido. É um trabalho que precisa ser contínuo e integrado, com foco na mudança de comportamento”, avalia.
Além do Maio Amarelo, outras campanhas estão previstas. Em junho, ocorre o Junho Prata, voltado ao público idoso, e em julho as ações serão direcionadas aos motociclistas, em alusão ao Dia Nacional do Motociclista.
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