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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

18/05/2017 10:10

Quando a gente perde a tia que mais ama, todo dia é dia de saudade

Paula Maciulevicius
O amor entre tia e sobrinha era tamanho que descrevê-lo é tentar fazer poesia. (Foto: Arquivo Pessoal)O amor entre tia e sobrinha era tamanho que descrevê-lo é tentar fazer poesia. (Foto: Arquivo Pessoal)

A saudade de Dany não fica restrita às quintas-feiras depois que a tia partiu. As imagens que mais ilustram o #tbt da sobrinha são com Elsa. A falta, que ainda dói, traz lágrimas à menina a cada olhada para as fotos, por fazer lembrar de todos os 28 anos de uma vida juntas.

"Alguém que dividia todos os momentos, que ligava todos os dias, que queria estar perto sempre, apenas por um motivo: por amar demais", legenda a jornalista Danielle Nascimento, de 28 anos. 

O amor entre tia e sobrinha era tamanho que descrevê-lo é tentar fazer poesia. Elsa morreu em abril de 2016, de câncer e ontem, se viva estivesse, teria completado 47 anos. "Irmã da minha mãe, desde pequenininha eu era muito apegada à ela. Gostava de ir para a casa da minh avó para dormir com a tia Elsa. Sempre tivemos uma ligação muito forte", conta. 

Estando certa ou errada, Elsa era a primeira a defender a sobrinha. Se lamentava junto com Dany e aconselhava, mas sempre tomando a posição de amiga. "Eu já acordava nos finais de semana com ligações e WhatsApp dela: 'o que vamos fazer hoje?'", recorda. 

As duas moravam de frente uma para a outra e depois que a sobrinha mudou de casa, a tia fez o mesmo, só para ficar mais perto. Sem filhos, Elsa se fazia de tia e também de segunda mãe. 

Por duas vezes a sobrinha a acompanhou em cirurgias. Primeiro para a retirada de um mioma e depois de tumor. "Na segunda vez, eu que contei para ela que era algo mais sério e maligno, que queria que ela lutasse. Ela chorou, me abraçou e falou que ia lutar", lembra. 

Elsa tinha pavor de médicos e chegava a passar mal só de se imaginar na recepção de um consultório. Em janeiro do ano passado, foram poucas as sessões de quimioterapia que a tia suportou. "Ela não conseguia, foi ficando magrinha, magrinha aí teve que internar", descreve Dany.

Das últimas vezes que se viram fora de um cenário hospitalar, Danielle deu à tia o prazer de sentir o gosto de um doce. "Ela queria um picolé. Comprei de melancia e fazia muito tempo que ela não falava que alguma coisa era boa. Não sentia gosto de nada, mas dessa vez ela falou: 'está uma delícia'".

Dias depois, Elsa se foi, num domingo. "Ela foi ficando sem ar... Eu sempre dizia: 'tô aqui com você, te amo, tá?'". As fotos de Elsa e Dany juntas estampam as portas do guarda-roupa da sobrinha. "Eu lembro todo dia, porque ela era presente todos os dias", resume.

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