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Comportamento

Sem Venezuela na Copa, Liliana adota Brasil e torce como se fosse a terra natal

Vestida de verde e amarelo, torcedora estava confiante na vitória brasileira sobre o Haiti

Por Clayton Neves e Natália Oliver | 19/06/2026 20:42

Se a Venezuela ficou fora da Copa do Mundo de 2026, para a venezuelana Liliana Alvarez, de 44 anos, a solução mais justa foi torcer pelo Brasil. No segundo jogo da Seleção Brasileira no Mundial, a diarista e vendedora estava entre os torcedores que acompanhavam a movimentação do jogo em Campo Grande.

Vestida de verde e amarelo, Liliana estava confiante na vitória brasileira sobre o Haiti pela segunda rodada da fase de grupos da Copa. "Estou emocionada porque vou ver o jogo do Brasil e apostando que vamos ganhar hoje. Já sou 50% venezuelana e 50% brasileira", brinca.

A identificação com o país vai além do futebol. Há três anos, Liliana deixou a Venezuela em busca de melhores condições de vida para a família. No país de origem, ela trabalhava como administradora e o marido era eletricista. Apesar de terem emprego, a situação econômica dificultava a manutenção da família.

Sem Venezuela na Copa, Liliana adota Brasil e torce como se fosse a terra natal
Liliana mora em Campo Grande há 3 anos. (Foto: Maya Severino)

"Na Venezuela está muito difícil conseguir emprego e, além disso, você trabalha e não consegue ter uma vida digna para os seus filhos. Decidi deixar todas as coisas materiais para trás e trazer meus filhos para um lugar melhor", conta.

Hoje, Liliana faz diárias e complementa a renda vendendo adereços em dias de eventos, como o jogo da Seleção. Segundo ela, todo esforço valeu a pena.

"Tenho um filho que já está no quarto semestre de Engenharia de Software. Outro está no oitavo ano e tenho um filho com condição especial que também terminou o ensino médio aqui. Graças a Deus e também ao Brasil", agradece.

Sem Venezuela na Copa, Liliana adota Brasil e torce como se fosse a terra natal
Além das diárias, venezuela trabalha como vendedora. (Foto: Maya Severino)

A torcida pela Seleção ganhou reforço de amigos brasileiros. A vendedora de cachorro-quente Cláudia Manoel Rodrigues, de 54 anos, fez questão de apresentar a família venezuelana aos demais torcedores. "Eles são muito gente boa", resume.

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