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Comportamento

Série de vídeos exalta jornada de mulheres negras da periferia

"Diário de Favela" é série com histórias de várias lideranças comunitárias de Corumbá

Por Bárbara Cavalcanti | 25/07/2021 14:12
Joselaine Araújo é a primeira personagem a aparecer na série "Diário de Favela". (Foto: Divulgação)
Joselaine Araújo é a primeira personagem a aparecer na série "Diário de Favela". (Foto: Divulgação)

Em Corumbá, a Central Única das Favelas (Cufa) lançou mais um projeto. Intitulado “Diário de Favela”, uma série de vídeos vai mostrar a jornada e a atuação de várias lideranças femininas que doam de seu tempo para ajudar as pessoas da comunidade.

O primeiro episódio já está disponível no canal do Youtube da Cufa. No episódio dessa semana, a protagonista é Joselayne Araújo, que atua em projetos sociais independentes para ajudar a população mais vulnerável.

A idealização dos vídeos é da educadora Amanda de Paula Santos, de 23 anos. A corumbaense começou a atuar com audiovisual em 2018 e conta que a ideia de registrar e exaltar essas lideranças partiu da ajuda delas em um outro projeto social desenvolvido pela Cufa.

“A Cufa tem várias ações e são essas lideranças que têm um papel fundamental. Elas doam de seu tempo para ir de casa em casa para ajudar as pessoas, o que gera uma confiança da parte da comunidade nelas. Com esses vídeos, a ideia é dar mais visibilidade a elas”, detalha.

Fernanda Vanucci é personagem de episódios futuros do "Diário de Favela". (Foto: Divulgação)
Fernanda Vanucci é personagem de episódios futuros do "Diário de Favela". (Foto: Divulgação)

Ainda de acordo com Amanda, ela mesma admira muito essas mulheres. “É um trabalho muito importante que elas fazem e dá pra ver a confiança que as pessoas têm nelas. Elas conhecem de perto as famílias. Então esse projeto é pra dar mais visibilidade a elas”, reforça.

25 de julho - Hoje é celebrado o Dia da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha. Projetos como esse ressaltam a importância de dar voz a essas mulheres, que muitas vezes são invisibilizadas. É o que comenta a coordenadora de políticas de promoção da igualdade racial de Campo Grande, Rosa Anunciação Franco.

“A mulher negra vive uma realidade de sofrer mais violência doméstica e obstétrica, de ser aquela que recebe uma remuneração menor. Há estatísticas que mostram que uma mulher negra recebe em média entre 55% a 60% a menos que os homens no local de trabalho, enquanto uma branca recebe em média 30%. Toda mulher, por ser mulher, tem muitas dificuldades, mas é importante fazer esse recorte de gênero e racial para atender quem está nesse maior índice de desigualdade”, expressa.

Ainda de acordo com Rosa, dias como hoje são importantes para sempre levar o debate adiante.

“A gente precisa mudar esse patamar e também lembrar aquelas que vieram antes. É importante também lembrar do avanço, lembra que mulheres negras que vieram antes demonstraram essa força, coragem, garra e crescimento, que é o que a mulher negra representa”, reforça.

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