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Consumo

Amigos lucram em MS com aplicativo para celular e tablets

Por Nícholas Vasconcelos | 23/10/2012 09:52
Jefferson e Saulo contam que a ideia de desenvolver aplicativos surgiu quando os smartphones nem eram populares. (Foto: Pedro Peralta)
Jefferson e Saulo contam que a ideia de desenvolver aplicativos surgiu quando os smartphones nem eram populares. (Foto: Pedro Peralta)

Em 2010 os amigos Jefferson Moreira, 28 anos, e Saulo Arruda, 30 anos, decidiram investir numa área pouco explorada por aqui: desenvolver aplicativos e jogos para smartphones e tablets em Campo Grande. Dois anos podem parecer pouco tempo, mas naquela época não se falava dos telefones inteligentes e das pranchetas digitais de forma popular, os equipamentos eram caros e difíceis de ser encontrados.

Hoje, com um mercado de 40 milhões de smartphones só no Brasil, os dois contam como é produzir os aplicativos aqui em Mato Grosso do Sul e vender para usuários em São Paulo, Minas Gerais, Estados Unidos, e no restante do mundo.  “Começamos criando um aplicativo que calculava se compensava abastecer com álcool ou gasolina a partir da conta proporção entre os dois”, conta Saulo.

Em seguida, eles criaram outro com botões coloridos que emitem sons diferentes. Mas se engana quem acha que eles só desenvolveram recursos divertidos ou que parecem jogos. O mais recente app criado pela empresa dos dois ajuda os motoristas a cumprir a chamada Lei do Caminhoneiro, que determina pausas obrigatórias a cada jornada de trabalho cumprida.

Aplicativos como esse fazem a empresa deles, a Jera, ter 1.000 downloads diários na Apple Store e Google Play, lojas virtuais de Apple e Android, as duas principais marcas do mercado de telefones e tablets. O volume da comercialização contrasta com o ambiente colorido, funcionários de bermudas e a descontração típicas da internet.

Equipe avalia os resultados dos aplicativos baixados nas lojas da Apple e Google. (Foto: Pedro Peralta)
Equipe avalia os resultados dos aplicativos baixados nas lojas da Apple e Google. (Foto: Pedro Peralta)

“As pessoas têm a visão de que as coisas vão demorar 10 anos pra chegar aqui e não é isso que acontece”, brinca Saulo lembrando que hoje no ônibus, no parque e nos shoppings ninguém estranha quando vê alguém com um iPhone, Galaxy ou outro telefone com  acesso à internet.

Segundo eles, a maior parte dos app’s é feita por encomenda de clientes ligados a empresas que trabalham desde reeducação alimentar ao agronegócio  e enxergam uma boa oportunidade para anunciar. “O fator de crescimento é o marketing, quando você está no telefone ou usa o iPad está com tempo ocioso e se concentra mais no que está fazendo . O público mobile é mais atraído.”, conta Jefferson.

Os amigos contam que o perfil de quem atua nessa área é parecido: jovens com menos de 25 anos, no fim da faculdade e que tem boas ideias. E eles são enfáticos em afirmar que não existe mão de obra especializada no Estado.

Para quem se interessou na quarta-feira (24) uma mesa redonda às 21h na UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) vai explicar o mercado móbile e games em Mato Grosso do Sul. A inscrição é gratuita.

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