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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

14/12/2017 06:05

Em pizzaria e salão de beleza na periferia, pagamento agora é com bitcoins

Como cada moeda vale cerca de R$ 57 mil, uma calabresa sai a 0,00049166 bitcoins, já o corte de cabelo é vendido a partir de 0,00018184 bitcoins

Thais Pimenta
Luiz e seus anúncios super modernos, com a moeda do momento. (Foto: André Bittar)Luiz e seus anúncios super modernos, com a moeda do momento. (Foto: André Bittar)

Em bairros distintos de Campo Grande, um salão de beleza e uma pizzaria resolveram entrar na era moderna e já estão na lista de estabelecimentos que aceitam criptomoedas, consideradas por especialistas o dinheiro do futuro. Desde maio, os clientes podem pagar da pizza ao corte de cabelo utilizando a bitcoin. 

Como cada moeda vale por volta de R$ 57 mil, uma pizza calabresa por exemplo, sai por 0,00049166 bitcoins. Já o corte de cabelo, vendido a partir de R$ 10, sai a 0,00018184 bitcoins.

Lincoln Oliveira de Souza é o proprietário da pizzaria Upper, no Bairro Residencial dos Girassóis, região do União. Formado em TI (Tecnologia da Informação), ele decidiu abrir o próprio negócio há um ano e três meses, saindo da zona de conforto e apostando em uma outra área. “Tenho 23 anos de experiência em TI, mas me lembro que meu primeiro trabalho foi em uma pizzaria. Lá passei por todas as sessões, fui de digitador a pizzaiolo”, lembra.

Lincoln Oliveira mostrando os QR codes. (Foto: Thaís Pimenta)Lincoln Oliveira mostrando os QR codes. (Foto: Thaís Pimenta)

Ele mora no bairro há muitos anos e diz que namorou o ponto comercial por pelo menos oito meses antes de criar a Upper. A formação profissional o ajudou a unir serviços digitais à pizzaria, como o site de delivery, com a interface semelhante a de um aplicativo. “Procuro oferecer opções variadas para os clientes,porque a concorrência nesse segmento é muito grande”, explica.

Também foi por influência da T.I que Lincoln conheceu as criptomoedas. “Eu vinha pesquisando o bitcoin como solução de pagamento para os clientes. Depois de muita pesquisa, em maio deste ano, a gente divulgou a novidade e, pra nossa surpresa, a aceitação foi grande e rápida”, conta. Ele completa: “Já nos primeiros dias começaram a surgir os primeiros pagamentos com a moeda”.

A praticidade do processo é outra vantagem. “Se o pedido foi feito pelo app com pagamento pelo bitcoin, eu mando para o WhatsApp do cliente a chave pública, que é como se fosse o número da conta corrente. Ele copia esse número no aplicativo que ele utiliza pra gerenciar a carteira digital dele”.

Mas se o cliente está sem tempo pra todo esse processo, há outra forma. “Nossos entregadores carregam as pizzas nas caixas térmicas. Nelas, um código QR fica impresso, o que permite ainda mais rapidez nas entregas”, completa Lincoln.

Benisson Zubieta é cliente da Upper e aprova a eficiência do método. “Essa foi a primeira pizzaria que eu vi oferecendo o pagamento. É muito interessante por eles estarem dentro de um bairro mas faz sentido porque hoje as próprias distribuidoras de alimentos já aceitam pelo bitcoin”, afirma.

Lincoln foi primeiro usuário e depois investidor, por isso reitera a importância de fazer circular os bitcoins. “Nenhuma moeda continua valorizada sem ter circulação no mercado. As pessoas hoje querem segurar seus bitcoins, guardá-los, mas como empresário tenho o dever de alertar a outros sobre isso, e ajudar nessa movimentação. Se continuar assim a tendência é que aconteça uma queda brusca no valor de mercado”.

Luiz Manzolin com a representação da moeda física. (Foto: André Bittar)Luiz Manzolin com a representação da moeda física. (Foto: André Bittar)

Em outro ponto da cidade, na Vila Sobrinho, o cabeleireiro Luiz Manzolin também oferece a possibilidade de pagamento com bitcoin há 4 meses. Com ele o caminho foi inverso: tornou-se investidor primeiro.

Enquanto trabalha no "Salão Luiz", o dono aproveita para apresentar o negócio das criptomoedas aos clientes e convencê-los a investir. “Eu divulgo os trabalhos de uma empresa que vende bitcoins aqui também”, diz.

Várias placas ficam dispostas pelo salão informando: “aceitamos pagamentos em bitcoin”. Mesmo assim, são poucas as pessoas que já fizeram suas transações com a carteira digital. “Meia dúzia de clientes pagaram com as criptomoedas”, finaliza.



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