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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

19/11/2017 07:10

Entregando roupas em terminais, Angela criou brechó com pegada urbana

Ela tem 24 anos e começou o entregar as roupas em um lugar onde esse tipo de peça não chega

Lucas Arruda
Angela costuma entregar as roupas que vende nos terminais de ônibus da Capital (Lucas Arruda)Angela costuma entregar as roupas que vende nos terminais de ônibus da Capital (Lucas Arruda)

Depois de viajar para Corumbá e Bolívia e garimpar roupas por lá, Angela Batista Xavier resolveu abrir um brechó. Ela é formada em Letras, mas a moda sempre foi um sonho para ela. “Quando era criança via minha irmã costurando roupas para as bonecas, minha mãe na máquina de costura, aquilo me chamava bastante atenção e fui pegando gosto. Até este ano não sabia como trabalhar este meu lado, aí tive a ideia do brechó”, conta.

Por enquanto a venda só funciona pelo Instagram e ela inovou no modo de entregar as peças vendidas. “Eu não tenho veículo próprio e muita gente que compra de mim também não tem, então marcamos de nos encontrar nos terminais de ônibus, seja nos bairros ou aqui do Centro e até em praças, como a Ary Coelho. Fica mais fácil e prático assim pra todo mundo”, relata. Porém ela não descarta a possibilidade de ter um espaço físico um dia.

Quem bate o olho em Angela já vê que está no caminho certo. Com um par de sapatos prateados, brincos de arco-íris, é nos detalhes que ela imprime seu estilo, que é bem urbano. E são roupas com essa pegada que ela procura vender com sua marca.

 

Jaqueta da Damyler é uma das peças que Angela garimpou e está a venda no brechó (Instagram)Jaqueta da Damyler é uma das peças que Angela garimpou e está a venda no brechó (Instagram)
Blusa custa R$ 20 e também pode ser adquirida no Meio-fio (Instagram)Blusa custa R$ 20 e também pode ser adquirida no Meio-fio (Instagram)

“Procura sempre roupas vibrantes, com cores e estampa, calças e camisas largas. Também me preocupo bastante com o estado das peças que vendo, quero que as pessoas percam a ideia de que brechó só tem roupa velha, suja, com defeitos, não é só isso, tem coisas legais e diferentes”, acredita.

O nome também foi inspirado na pegada urbana. “Meio-fio é a borda que separa o pedestre das ruas e também remete aos fios de linhas usados na confecção de roupas. Ao caminhar nos centros as vezes encontramos uma produção bacana, mas com valor alto. Então, o nome foi adotado porque quando saímos de casa buscamos vestir peças que visam captar nossa identidade. Através do brechó, procuro fazer com que os clientes se enxerguem e se identifiquem com os produtos para que se sintam felizes ao desfilar com suas peças através do uso consciente e barato da moda”explica.

Algumas das peças que ela vende estão no perfil do brechó no Instagram, pelo endereço @meiofio.brecho. Elas custam a partir de entre R$ 5 e R$ 60.

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Angela imprime seu estilo nas peças que vende (Lucas Arruda)Angela imprime seu estilo nas peças que vende (Lucas Arruda)


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