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Consumo

Para muitos, delivery na pandemia foi salvação e resgate da paciência

Para os campo-grandenses, serviço de delivery na pandemia foi mais "bom" do que "ruim"

Por Thailla Torres | 17/01/2021 08:25
Entregador buscando encomenda na Feira Central (Foto: Paulo Francis/Arquivo Campo Grande News)
Entregador buscando encomenda na Feira Central (Foto: Paulo Francis/Arquivo Campo Grande News)

O que antes era diferencial virou pré-requisito para montar um negócio. Na pandemia, ter delivery nos estabelecimentos comerciais virou ferramenta de sobrevivência e muita gente se deparou com entregar em diferentes segmentos do comércio, o que fez nascer uma nova visão sobre os entregadores.

Em enquete realizada ontem no Campo Grande News, 88% dos leitores avaliaram o delivery na pandemia como “bom”, somente 12% apontaram que o serviço foi "ruim".

O delivery de comida sempre fez parte da rotina. Apesar de ser uma possibilidade para outros serviços, a maioria das lojas não oferecia, mas pandemia mudou esse cenário. E, aparentemente, as entregas vão continuar tendo demanda alta diante da praticidade apresentada aos consumidores.

A jornalista Kimberly Teodoro conta que sempre comprou online e sempre usou dos deliverys na cidade. É claro que já passou muito perrengue, como pedir um cappuccino e vê-lo chegar pela metade, todo derramado, mas, nunca abandonou o serviço. “Hoje moro no Rio de Janeiro e aqui tem aplicativo de entrega para tudo. De mercado até farmácia, mesmo as lojas grandes, tipo Americanas e Amazon entregam no mesmo dia ou dia seguinte, então hoje pra eu sair de casa e ir até a loja, tem que ser uma compra muito especial ou uma experiência incrível”, diz.

Quanto aos entregadores, ela avalia como um serviço essencial que todo mundo só viu na pandemia. “Acho que as redes sociais fizeram a gente ver isso, porque o contato com os entregadores dura bem pouco tempo, principalmente quando já está pago pelo aplicativo, mas nas redes sociais tem muito entregador dividindo as experiências e a correria que é. O bacana é que a gente aprende a ver o outro como pessoa, deixa de ser tão automático”, destaca.

Para Marta Ferreira, a principal mudança foi com relação a farmácias. “Eu evito o máximo possível de ir. E para não sofrer com a demora, que tem sido alertada por eles em razão da procura maior, tento antecipar as compras, e pedir entrega no trabalho. Quando vejo, já estou com a compra em mãos".

Para não sofrer perrengues, ela também foi fazendo testes. “Cheguei a uma farmácia que criou método de atendimento educado, mas prática, e que tem dado certo quando preciso”, afirma.

Para Livia Miranda e a esposa, o delivery foi a salvação na pandemia. “Nós não cozinhamos e por 20 dias a gente testou positivo para covid. O delivery era nossa única opção. Mas funcionou muito bem, com educação, entregas corretas, tempo certo. Não tenho o que reclamar. E os lugares que pedimos também estavam com protocolos rigorosos de segurança”.

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