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Diversão

“Acordei às 6h com a PF em casa”: Fora da cadeia, marido de Perlla faz desabafo

Patrick Abrahão foi alvo de operação da PF de MS, que investiga pirâmide financeira

Aline dos Santos | 24/08/2023 10:21


Após temporada de dez meses na prisão, Patrick Abrahão Santos Silva, que foi alvo da operação “La Casa de Papel”, liderada pela PF (Polícia Federal) de Dourados, fez pronunciamento oficial na rede social.

Em tom de desabafo, o músico relatou o dia da prisão, destacou  sofrimento no presídio de Bangu (Rio de Janeiro), negou crimes e agradeceu por milhares de cartas que recebeu no cárcere. No fim da gravação, agradeceu à esposa Perlla, ex-funkeira, dona do hit “Tremendo Vacilão”.

No vídeo, aberto com um festivo “Fala família Patrick Abrahão”, o músico de 25 anos contou sobre a operação policial. “Acordei às 6h com a Polícia Federal aqui em casa. Mostrei tudo, dei os aparelhos telefônicos, senhas. No final, quando achei que iam embora, veio o mandado de prisão e fui para a sede da PF no Rio de Janeiro. Minha vida começou a se tornar um inferno”, afirma.

Na sequência, Patrick critica a cobertura do caso na imprensa e negou ser garoto-propaganda ou sócio da empresa Trust Investing, suspeita de ter feito 1,3 milhão de vítimas.

“Sempre fui investidor e tive resultado maior devido à me esforçar mais. A empresa foi fundada em 7 de maio de 2019, mas só entrei em 13 de julho de 2019. Sou divulgador da Trust. Nunca tive cinco gramas de esmeralda.”

Patrick também refuta os crimes de lavagem de dinheiro e de operar instituição financeira sem autorização. No vídeo, ele também nega que um empresário do ramo de criptomoedas tencionava matá-lo, como consta na investigação.

“A primeira pessoa que foi me dar bom dia no presídio de Bangu foi esse empresário”, disse Patrick, sem citar nomes.

Pirâmide - Conforme a “La Casa de Papel”, o grupo investigado seria especializado na captação de recursos financeiros de terceiros, a pretexto de gerir os respectivos investimentos, apesar de não possuírem autorização para funcionar como instituição financeira.

A investigação da Polícia Federal reporta o caminho dos investimentos. Primeiro, a pessoa se cadastrava no site da Trust Investing, que ofertava planos de 15 dólares a cem mil dólares.

Com o cadastro, era gerada uma wallet (carteira) para o investidor, que seria usada para comprar e receber em criptoativos. Paga-se o plano com o token (espécie de criptomoeda), que flutua na proporção de 1x1 com o dólar americano. Do total investido, 60% irão para investimentos em trading (operações de compra e venda), criptomoedas e compra de outros ativos. Os outros 40% serão para expansão da Trust, com cotas diárias disponibilizadas para saques.

 Além disso, após um ano de investimento, o grupo orienta a investir o dobro do capital inicial ou renovar com o mesmo valor. Há também a opção de trazer novos investidores e aquele que convidar essas pessoas ganha comissão pelas indicações. Contudo, os recursos seriam desviados para aquisição de bens de luxo.

O esquema, revelado a partir de apreensão de dois quilos de esmeraldas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em Rio Brilhante, foi alvo de operação em setembro do ano passado. A estimativa é de 1,3 milhão de vítimas, com movimentação de R$ 124,3 milhões.

Na segunda-feira (dia 21), o juiz da 3ª Vara Federal de Campo Grande, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, autorizou o compartilhamento da investigação da Polícia Federal com a CPI das Pirâmides Financeiras.

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