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Diversão

Campo-grandense faz trilha no RJ e vive experiência oposta ao medo

Após passeio no Vidigal, Daniele diz que o trajeto surpreende

Por Thailla Torres | 26/04/2026 08:05
Campo-grandense faz trilha no RJ e vive experiência oposta ao medo
Apesar da brincadeira sobre o cansaço, Dani e os amigos viveram experiência positiva. (Foto: Arquivo Pessoal)

A trilha do Morro Dois Irmãos, um dos passeios mais procurados por turistas no Rio de Janeiro, voltou ao noticiário na última semana depois que uma operação policial com troca de tiros deixou cerca de 200 pessoas “ilhadas” no topo do morro, na última segunda-feira (20).

Localizada no alto da comunidade do Vidigal, na Zona Sul da capital fluminense, a trilha é conhecida pela vista panorâmica e pelo movimento constante de visitantes, principalmente durante a madrugada, quando muitos sobem para assistir ao nascer do sol.

Apesar do susto recente, a experiência vivida por quem esteve no local um dia antes pode ser bem diferente da imagem associada à violência. É o caso da jornalista campo-grandense e bacharel em Direito Daniele Valentim, que fez o percurso na véspera da operação e relata um passeio tranquilo e marcante.

“Então né amiga, todo sul-mato-grossense é louco por céu, então quando a gente vai pro Rio fica sempre ligada em rolê de pôr do sol e nascer do sol, é o tipo de rolê que turista tem que fazer no Rio”, contou.

Daniele foi com dois amigos e decidiu encarar a trilha de última hora. “E eu fui simplesmente de última hora porque eu sou maluca”, brincou.

Sem contratar guia, o grupo pesquisou o trajeto nas redes sociais antes de ir. “A gente foi em três amigos, era a primeira vez de um deles no Rio, a gente saiu certo que ia fazer esse nascer do sol em Dois Irmãos”, disse.

Campo-grandense faz trilha no RJ e vive experiência oposta ao medo
Dani enfrentou dificuldades para subir, mas terminou a experiência feliz. (Foto: Arquivo Pessoal)

O acesso até o Vidigal foi feito de aplicativo, saindo da região central. “A gente tava hospedado no centro, pegamos um Uber com destino a Vidigal e pagamos 54 reais de Uber, só que o nosso pior medo era: ‘é morro, como vai ser?’”, relatou.

Segundo ela, a realidade encontrada foi diferente da expectativa. “Quando a gente chegou parecia que era 7 horas da noite, lotado, um monte de gringo, a galera indo fazer os rolês no morro… lotado mesmo. Nada de medo, nada de perigoso, foi tudo muito tranquilo”, afirmou.

Já dentro da comunidade, o trajeto segue com apoio de moradores. A primeira parada é na praça do Vidigal, de onde saem mototáxis até o início da trilha. “Dali você paga um mototáxi de 7 reais que te leva até a quadra que fica no pé da trilha, e depois você paga mais 10 reais que é quando a aventura começa”, explicou.

Daniele destaca que o contato com a comunidade também fez parte da experiência. “Até ali no início da trilha, a gente vê o pessoal vivendo, os moradores normal, não tem nada de absurdo. O Vidigal é muito turístico, é diferente dos morros que não são pacificados”, disse.

Ela também ressalta a importância do respeito durante a visita. “É claro que a gente como turista tem que respeitar, a gente sobe filmando com celular, mas em determinado momento eles pedem pra gente não filmar e a gente não filma, porque a gente pode ver alguma coisa que a gente não quer”, relatou.

Para a jornalista, o passeio quebra estereótipos. “O rolê rompe todo tipo de estereótipo desse turismo. São os mototáxis, os ambulantes, galera que cuida da trilha, eles sobrevivem desse dinheiro do turismo”, comentou.

Ao mesmo tempo, ela pondera que não se trata de romantizar a realidade. “É claro, não dá pra romantizar, afinal muita gente ali vivendo sem saneamento básico, mas é um turismo”, afirmou.

Sobre a trilha, ela classifica o nível como intermediário. “Tirando a parte que eu estava super sedentária, eu achei a trilha de moderada a difícil”, disse.

O custo também chamou atenção. Sem guia, o passeio saiu barato. “14 reais, sete pra subir e sete pra descer, água eu levei, 10 da trilha. Um big passeio, uma experiência incrível”, resumiu.

A trilha do Morro Dois Irmãos tem cerca de 1,8 km e leva, em média, de 40 minutos a 1 hora de subida. Do topo, a mais de 500 metros de altitude, é possível ver cartões-postais como as praias do Leblon, Ipanema e São Conrado, além da Lagoa Rodrigo de Freitas e parte da Barra da Tijuca.

O acesso é feito pela comunidade do Vidigal, com transporte até a entrada da trilha, localizada próxima ao Parque Estadual da Chácara do Céu.

Apesar de ser um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, a recomendação é sempre verificar as condições de segurança antes de subir e, se possível, contar com apoio de guias locais.



Campo-grandense faz trilha no RJ e vive experiência oposta ao medo
Momento do amanhecer no morro em que as pessoas fotografam e aplaudem. (Foto: Arquivo Pessoal)