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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

28/02/2017 21:50

Com homenagens e torcida presente, quatro escolas fecham os desfiles

Último dia de desfiles das escolas de samba levou cerca de 20 mil pessoas para a Praça do Papa, segundo a Defesa Civil

Nyelder Rodrigues e Thailla Torres
Alegria de estar na passarela é constante no desfile das escolas de samba da Capital (Fotos: Marcos Ermínio)Alegria de estar na passarela é constante no desfile das escolas de samba da Capital (Fotos: Marcos Ermínio)
Público não desperdiçou a oportunidade de ir conferir os desfiles e torcer pelas escolas de sambaPúblico não desperdiçou a oportunidade de ir conferir os desfiles e torcer pelas escolas de samba

Com público estimado em 20 mil pessoas pela Defesa Civil, o último dia dos desfiles das escolas de samba de Campo Grande é marcado por homenagens à símbolos da cultura sul-mato-grossense e grande torcida nas arquibancadas da avenida Alfredo Scaff, na Vila Sobrinho - região oeste da Capital.

A primeira escola a entrar na passarela foi a tradicional Vila Carvalho, maior vencedora do Carnaval campo-grandense. A entrada das alas começou às 20h49, após o desfile do Bloco do Jacaré, que aproveitou para realizar manifestações contra a reforma previdenciária e a favor do cumprimento integral do piso salarial dos professores.

Neste ano, a Vila Carvalho entrou na avenida com o samba-enredo "São Jorge e o Guerreiro da Vila". Logo depois, quem desfila é a Igrejinha, homenageando Manoel de Barros. A escola seguinte é Os Catedráticos do Samba, que este ano homenageia a Colônia Paraguaia. Quem encerra o desfile é a Deixa Falar, que faz homenagem aos 50 anos do Grupo Acaba.

Dona Marilda não titubeia em cravar: 'sou Vila Carvalho até debaixo d'água (Foto: Marcos Ermínio)Dona Marilda não titubeia em cravar: 'sou Vila Carvalho até debaixo d'água (Foto: Marcos Ermínio)

Além das alegorias, a festa ao lado da Praça do Papa também tem a animação da torcida. "Desde quando o desfile veio para cá [na Praça do Papa. Antes ele ocorria na rua 14 de Julho, Centro], faço questão de assistir todos os anos", comenta Claudemir Peixoto, de 67 anos, que mora na região da Vila Sobrinho há 27 anos.

Ele diz que torce pela Vila Carvalho. "Neste tempo que vim aqui assistir, acabei me apaixonando pela Vila Carvalho. Então a minha torcida é para ver ela a escola campeã, claro", completa Claudemir.

Outra pessoa que reforçou o coro a favor da Vila Carvalho foi Marilda Leite da Silva, de 62 anos. "Sou Vila Carvalho até debaixo d'água. Isso nunca vai mudar", comenta a mulher, que era uma das mais animadas no público, com aplausos e gritos de incentivo. "Já desfilei muito, mas agora por causa da idade e outras tarefas acabei parando", finaliza.

A grande torcida pela Vila Carvalho é uma praxe no Carnaval de Campo Grande, assim como a expectativa de todas é alta antes de entrar na avenida. "É muito grande [a expectativa]. Este ano as escolas vieram mais compactas, mas com o mesmo glamour de sempre", conta o presidente da Lienca (Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande), Eduardo de Souza Neto.




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