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Diversão

Ele recusou R$ 50 mil por videogames do tempo do onça

Por João Conrado Kneipp, especial para o **Campo Grande News** | 08/03/2012 09:49
Cleidson tem 130 modelos de videogames.
Cleidson tem 130 modelos de videogames.

O que para muitos é apenas uma diversão ou passatempo, para Cleidson Lima, de 39 anos,se tornou mais do que um hobby. Colecionador de videogames desde 2007, o jornalista guarda em casa peças que contam a história dos jogos eletrônicos pelo mundo. Trajetória que pretende resgatar como curador da segunda edição do Campo Grande Game Show.

As ligações de Cleidson com os jogos começaram muito cedo. “O primeiro videogame inventado no mundo foi Magnavox Odyssey, lançado em 1972, no mesmo ano em que eu nasci”, disse o colecionador.

A ideia de colecionar videogames surgiu a partir da doação de dois amigos. “Eu tinha uns quatro videogames já e eles me ofereceram alguns que estavam encostados, quase sendo jogados fora”, disse, e completa, “alguns deles tinham preciosidades guardadas dentro do armário da avó ou da mãe”.

A partir daí, a coleção não parou de crescer. “Eu compro pela internet e outros eu ganho”, conta. O mais novo “brinquedo” é um VIC-20, lançado em 1980, arrematado em um leilão pela internet. “Paguei somente U$ 30 (dólares) nele, foi questão de sorte". Além do Odyssey, Cleidson mantém algumas raridades nas prateleiras, como o Telejogo Philco Ford, de 1979, o primeiro jogo eletrônico lançado no Brasil.

Tudo fica na parede do escritório do jornalista.
Tudo fica na parede do escritório do jornalista.

A coleção já ultrapassou a casa da centena, mas para ele ainda é pouco. “Hoje no mundo existem mais de mil tipos de videogames e eu tenho apenas 130, tem muito para conseguir ainda”, brinca.

Os modelos mais novos, como o PSP (Playstation Portátil) e Xbox também dividem espaço com os clássicos Atari 2600, Super Nintendo e Mega Drive. “O meu xodó é o Atari, ele fez parte da minha infância e adolescência”, lembra o colecionador.

Todos os consoles funcionam perfeitamente, mas exigem cuidado na manutenção. “É um trabalho constante, umidade e poeira não combinam com nenhum equipamento”.

Apesar das prateleiras do escritório estarem cheias, nem sempre foi assim. “Na infância, minha família não tinha condições para comprar um videogame, muito menos vários jogos, o que a gente comprava era para jogar até cansar”. Hoje os videogames têm um valor inestimável. “A coleção não tem preço, já chegaram a oferecer R$ 50 mil por tudo, mas não aceitei”, diz.

Para Cleidson, no futuro, os videogames não serão mais sinônimos de sedentarismo. “Agora vivemos a geração da movimentação, com o Xbox Kinect e equipamentos semelhantes, mas daqui a 10 anos estaremos na realidade holográfica, apesar de já existir isso ainda é muito caro”, disse. Segundo ele, a indústria de games movimenta cerca de R$ 72 bilhões anuais. “O mercado de videogames vende mais do que as indústrias de filmes e músicas juntos, no mundo inteiro”, completou.

Exposição - Todos os modelos poderão ser vistos no Museu do Videogame, que será o destaque da 2ª edição do Campo Grande Game Show, de 17 a 31 de março, na praça de eventos do Shopping Norte Sul Plaza.

Haverá campeonato de Atari, de futebol virtual, desafio Guitar Hero e de dança no Xbox Kinect. Além de ver, os visitantes poderão também testar as novidades e relembrar os tempos da infância com os videogames como Nintendo 8 bits, Super Nintendo, Master System, Mega Drive e outros.

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