Fãs esperam últimos minutos por abraço, autógrafo ou aceno do Guns
Grupo aguarda desde cedo por um gesto dos músicos antes do embarque desta tarde

Com a partida do Guns N’ Roses prevista para as próximas horas, fãs seguem na porta do Hotel Deville, na Avenida Mato Grosso, tentando aproveitar os últimos instantes da banda em Campo Grande.
Entre eles está Erivelton de Souza Ibanes, de 48 anos, que desde cedo segura uma fita cassete nas mãos, objeto que carrega música e memória.
“Essa fita eu ganhei quando tinha 10 anos. Foi um presente dos meus pais, lá no Rio de Janeiro. Quando ouvi ‘Patience’, me apaixonei. Pedi pro meu pai e guardo com muito carinho. Hoje tem ainda mais valor porque ele não está mais comigo”, conta.
O pai, Jaime, faleceu em setembro de 2025. A fita, segundo Erivelton, é do segundo álbum da banda e virou uma espécie de relíquia pessoal.
Morador de Campo Grande desde 1999, ele também realizou um desejo antigo. “Esse foi o primeiro show do Guns que eu vi. Em 91 eles tocaram no Rio, mas eu morava longe do Maracanã e meu pai não pôde me levar”.
A emoção foi tanta que ele mal conseguiu registrar o momento. “Nem fiz muitas fotos ou vídeos. Fiquei preocupado em curtir o show”. Agora, a missão é outra: tentar um autógrafo. “Pra deixar essa relíquia ainda mais valiosa”.
Também na porta do hotel, Ivan Vila chegou por volta das 9h com a guitarra em mãos. “Toco há 25 anos. Trouxe a guitarra pra ver se consigo um autógrafo. É uma banda muito influente, faz parte da trajetória de qualquer roqueiro”.
Apesar da correria, ele ainda conseguiu ver parte do show. “A gente chegou só na última música”.
Já Cristiane Parron carrega uma história de longa data com a banda. “Esse foi o terceiro show que eu fui. Gosto desde os 15 anos, lá nos anos 90. Aprendi inglês sozinha porque achava que um dia ia encontrar o Axl”, diz.
Hoje, mesmo em outra profissão, ela diz que o Guns segue presente. “Faz parte da minha vida desde então. Eu vim no dia que eles chegaram. É um sentimento de coração acelerado, nem sei explicar. É surreal eles estarem em Campo Grande. Lá em 1990 eu nunca imaginaria isso”.
Larissa Barros também cresceu ouvindo a banda, influência que veio de casa. “Comecei a gostar por causa da minha mãe. Esse também foi meu terceiro show”.
A emoção, segundo ela, surpreendeu. “Foi muito mais do que eu esperava. Muito emocionante. Agora quero pelo menos ver eles de perto”.
Do lado de fora do hotel, o clima é de espera e de despedida. Entre guitarras, fitas antigas e histórias que atravessam décadas, fãs tentam arrancar um último gesto da banda antes da partida.
Guns N' Roses chegou a Campo Grande no dia 8, fez show no dia nove e está previsto para ir embora nesta sábado (11).
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