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Diversão

Nos altos da Afonso Pena, balada começa no pôr do sol, para gays e héteros

Por Anny Malagolini | 23/12/2013 06:11
Nos altos da Afonso Pena, balada começa no pôr do sol, para gays e héteros

Para acabar com a divisão de públicos na balada, unindo gays e héteros, e ainda usar as tardes de sábado para o “badalo”, em um dos pontos onde o pôr do sol em Campo Grande é mais bonito, três amigos criaram uma festa diferente.

O “Sabadalo”, no Tapas Bar, nos altos da avenida Afonso Pena, muda a rotina a começar pelo horário. Inicia às 16 horas, com um “Summer sunset”, ao som do samba, e continua até bem tarde, por volta das 1 da manhã, com música eletrônica.

“Quis misturar os dois públicos, assim como acontece em São Paulo, sem intitular a balada”, explica uma das organizadoras, a promoter Bruna Farias. A estratégia foi produzir material de divulgação sem elementos que diferenciassem o público.

A festa começou em junho e já está na quarta edição, com cerca de 500 pessoas na penúltima festa. Em pouco tempo, o evento ganhou fama de elitizada, pela produção de quem frequenta. A " seleção" começa pelos preços, R$ 40,00 para compra na hora, sem direito à bebida. Lá dentro, os valores não são nada diferentes dos de casas noturnas da cidade.

Nos altos da Afonso Pena, balada começa no pôr do sol, para gays e héteros

“A sensação é de que a gente está em uma festa na casa de alguém”, comenta outro organizador, o publicitário Marcelo Tavares, de 24 anos. Ele conta que como público consumidor, procurava algo diferente na cidade e a falta de opção frequente o levou a ter a ideia. “A cena está melhorando aos poucos. Fica esquecido por muito tempo, mas agora estão investindo. É um publico que gasta e quer estar na rua”.

A estudante Paloma Kaiber, de 19 anos, é uma das frequentadoras assíduas da festa, participa desde a primeira edição. Para ela, o lugar se tornou atrativo pela música, principalmente, mas o charme da badala é o espaço e por começar à tarde. “Em Campo Grande tudo é fechado, falta um lugar aberto com esse”.

A universitária Nathalia Medina, de 21 anos, vê como maior vantagem os frequentadores. “O público é diferente, como não estão na rua sempre, são mais seletos”, define. O mesmo motivo é destacado pelo pedagogo Renato Alves, de 26 anos. “Aqui é a balada com os homens mais bonitos da cidade”, comenta.

A próxima edição da festa ainda não tem data prevista.

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