Onde nunca teve cinema, agora vai ter sessão de graça na Câmara
Iniciativa vai levar filmes até quem nunca teve a oportunidade de assistir a um fora de casa
Em cidades onde muita gente nunca pisou em uma sala de cinema, a tela grande está prestes a virar realidade. Lançado na noite desta quinta-feira (19), o projeto “Cine Câmara” vai levar sessões gratuitas para dentro das Câmaras Municipais e melhorar o acesso à cultura em Mato Grosso do Sul.
A iniciativa vai alcançar 40 municípios na primeira etapa e vai levar o cinema até quem nunca teve a oportunidade de assistir a um filme fora de casa. Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a escolha dos municípios priorizou regiões com menor acesso à cultura.
“Começamos pelos municípios com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), justamente onde há mais dificuldade de acesso. Tem cidades onde as pessoas nunca foram ao cinema”, explica.
De acordo com ele, o dado mais impactante é que menos de 5% da população do Estado já esteve em uma sala de cinema. Constatação que ajudou a nortear a proposta. “A ideia não é levar as pessoas até o cinema, mas levar o cinema até elas”, resume.
Em cidades pequenas, a novidade já mobiliza as equipes locais. Em Laguna Carapã, com cerca de 8 mil habitantes, a organização vai atender famílias atendidas pela assistência social e moradores que nunca tiveram acesso à experiência.
“Vamos abrir a Câmara para que essas pessoas possam assistir a um filme com estrutura adequada, com tela grande e som de qualidade”, afirma o presidente da Casa, Vander Dosso.
A cidade fica a cerca de 50 quilômetros de Dourados, onde há cinema, mas o deslocamento ainda é um obstáculo para parte da população. “Essa iniciativa vai garantir entretenimento e a sensação de pertencimento e acesso à cultura”, completa o vereador.
Presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso do Sul, Daniel Júnior, avalia que o projeto atende a uma demanda antiga do interior do Estado. “Muitos municípios não têm cinema. Levar isso principalmente para crianças e estudantes é uma oportunidade enorme”, pontua.
Segundo ele, o interesse foi tão grande que já existe lista de espera de cidades que querem participar das próximas etapas. Daniel também destaca o momento positivo do cinema brasileiro como incentivo extra para o projeto.
“O cinema está em alta, com o Brasil ganhando destaque lá fora. Isso fortalece ainda mais as produções locais”, finaliza.
Além das sessões nas Câmaras, que devem começar no próximo mês, a Fundação de Cultura planeja ampliar o alcance das produções locais. A ideia é fechar parcerias com emissoras de TV, festivais e circuitos culturais.
Um edital anual também deve selecionar conteúdos produzidos no Estado para exibição contínua ao longo do ano.
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