Patrimônio de candidatos e suplentes ao Senado cresce até 687%
Entre os candidatos, Reinaldo Azambuja segue com a maior fortuna, de R$ 55,9 milhões

As primeiras declarações de bens apresentadas pelos candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul mostram aumentos expressivos de patrimônio em comparação com as eleições anteriores. Entre os políticos que já tiveram os dados publicados, o maior crescimento percentual foi registrado pelo empresário Cláudio Mendonça (PP), segundo suplente de Capitão Contar (PL), cujo patrimônio passou de R$ 2,5 milhões para R$ 18,2 milhões.
RESUMO
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Candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul registraram crescimentos expressivos de patrimônio em relação às eleições anteriores. O maior aumento percentual foi de Cláudio Mendonça (PP), cujos bens saltaram de R$ 2,5 milhões para R$ 18,2 milhões, alta de 615,6%. Reinaldo Azambuja (PL) lidera em valor absoluto, com R$ 55,9 milhões declarados, alta de 44,6%. Capitão Contar registrou crescimento de 184,8%, enquanto Nelson Trad Filho teve leve redução patrimonial de 1,8%.
Os dados constam no DivulgaCandContas, sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e ainda formam um retrato parcial da disputa. Até o momento, quatro candidatos ao Senado e seus suplentes tiveram as declarações disponibilizadas. Soraya Thronicke (PSB) e Vander Loubet (PT) ainda não aparecem com os bens publicados. O prazo para o registro das candidaturas termina na quinta-feira, 6 de agosto.
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As declarações são preenchidas pelos próprios candidatos e apresentam os valores informados por eles à Justiça Eleitoral. Por isso, não representam necessariamente o valor atual de mercado dos imóveis, veículos, empresas ou demais ativos.
Cláudio George Mendonça declarou R$ 18.218.633,64 em bens na eleição deste ano. Em 2016, quando concorreu a vice-prefeito, havia informado patrimônio de R$ 2.545.795,24. A diferença nominal é de R$ 15.672.838,40, equivalente a um crescimento de 615,6%. Em outras palavras, o patrimônio declarado atualmente é mais de sete vezes superior ao apresentado dez anos atrás.
Já primeiro suplente da chapa, Luciano Medeiros (PP), declarou R$ 4.058.604,88. Não foram localizados, no levantamento, dados de uma candidatura anterior de Luciano que permitissem a comparação.
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que agora tenta a vaga ao Senado, apresentou o maior patrimônio entre os candidatos, com R$ 55.976.398,48 declarados. Na eleição de 2018, quando disputou a reeleição ao governo do Estado, Reinaldo havia informado R$ 38.698.697,47. O aumento é de 44,6%.
A declaração atual inclui 3.343 cabeças de gado, avaliadas em R$ 13,3 milhões, benfeitorias em imóveis rurais no valor de R$ 6,5 milhões, participações em propriedades rurais, estoque de 80 mil sacas de milho avaliado em R$ 4 milhões e uma aeronave Piper, declarada por R$ 1,25 milhão.
Também aparecem depósitos, investimentos, créditos, veículos e bens relacionados à atividade rural.

Primeiro suplente de Reinaldo, Nelson Trad Filho (PSD), declarou R$ 3.167.073,80. Na eleição de 2018, quando concorreu ao Senado, havia informado R$ 3.225.570,89. A redução foi de R$ 58.497,09, equivalente a 1,8%. Trata-se do único recuo patrimonial entre os candidatos e suplentes para os quais foi possível fazer a comparação.
O segundo suplente de Reinaldo, Felipe Mattos (PP), declarou R$ 10.457.125,38. O levantamento não encontrou uma declaração eleitoral anterior para calcular a evolução dos bens.
Capitão Contar declarou patrimônio de R$ 1.660.693,63. Em 2022, quando concorreu ao governo de Mato Grosso do Sul, havia apresentado R$ 583.048,98. A diferença é de R$ 1.077.644,65, o que representa crescimento nominal de 184,8% em quatro anos.
Na lista atual aparecem um motorhome Iveco 2024, avaliado em R$ 618,5 mil, uma caminhonete BYD Shark 2025, de R$ 314 mil, um Suzuki Jimny, uma motocicleta BMW, uma moto aquática e uma participação de R$ 100 mil no capital de uma empresa.
Beto do Movimento (PSOL), registrado com o nome Jonas Carlos da Conceição, declarou R$ 945 mil em bens. Na candidatura a vereador de Sidrolândia, havia informado R$ 120 mil.
O crescimento nominal foi de R$ 825 mil, ou 687,5%. A declaração deste ano é composta por uma casa de alvenaria avaliada em R$ 250 mil, um lote no Assentamento Eldorado, em Sidrolândia, de R$ 500 mil, e três veículos. As duas suplentes da chapa, Elizangela Tiago e Kátia Bastos, informaram não possuir bens a declarar.
Daniel Rodrigues Junior, o Daniel Junior (Agir), não declarou bens à Justiça Eleitoral. A situação é a mesma registrada em 2022, quando concorreu a deputado federal pelo Agir. Os suplentes Alessandro Garcia e Luciene Ramos da Silva também informaram não possuir patrimônio a declarar.
Os números não foram corrigidos pela inflação acumulada entre as eleições. Assim, os percentuais mostram apenas a variação nominal dos valores declarados pelos candidatos ao TSE.
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