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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

02/06/2018 08:12

Em grupo, elas revelam medo e discutem sexualidade antes e depois do parto

Thailla Torres
Grupo se reuniu nesta semana no Laço Materno para tirar dúvidas sobre sexo na gestação. Grupo se reuniu nesta semana no Laço Materno para tirar dúvidas sobre sexo na gestação.

Na roda de conversa, elas são unanimidade, mesmo que o papo seja um convite aos homens para que possam entender as mudanças e a necessidade de falar sobre sexualidade no período de gestação e principalmente, após o nascimento do bebê, para que o casal tenha um vida sexual saudável.

Mas sem a presença deles, cada uma revela com liberdade seus medos. A maioria teme não conseguir mais fazer sexo depois que o filho nascer. Outras desabafam que, mesmo após o período de resguardo, não têm conseguido sentir prazer com o marido.

Essa e outras situações permeiam e muito as noites das mulheres durante e depois da gravidez. Por isso, uma roda de conversa gratuita reuniu nove delas no espaço Laço Materno nesta semana. Mediada pela fisioterapeuta em formação, Alessandra Lucca Artuso, o bate-papo revelou às mulheres que estar em harmonia é, primeiro, se perceber, amar e sentir seu corpo se transformando, garante Alessandra.

Clítoris foi companheiro para mostrar às mulheres seu poder durante a gravidez.Clítoris foi companheiro para mostrar às mulheres seu poder durante a gravidez.

"A mulher não precisa ficar se comparando na gravidez, é importante entender que cada gestação é única, cada corpo responde de uma maneira e precisa viver o seu momento, apenas isso", explica Alessandra.

Mas para isso, é preciso enfrentar o assunto. "A sexualidade na gestação precisa ser falada, porque a mulher também sente desejo sexual. E quando isso não acontece, ela vai se reprimindo e também não chega a uma qualidade de vida plena".

Entre uma explicação e outra, as mulheres vão revelando medos que as levaram até a reunião. Para manter a privacidade, os nomes não serão identificados. Com 35 semanas de gravidez, uma das participantes comenta. "Sinto que não tenho vontade, estou sem libido e já foi a muitas rodas em que ninguém fala sobre isso. Mas eu quero fazer alguma coisa, também tenho desejos".

Outra mulher continua. "Hoje meu filho completa 46 dias de nascido e até hoje não consegui fazer relação. Estou morrendo de medo porque tive muita dor na gravidez e não tive vontade".

Quando a gravidez acontece, alterações hormonais tomam conta do corpo da mulher. É um turbilhão de sensações e emoções. "E quando a criança, com a amamentação, isso também pode diminuir a líbido. Mas a mulher não pode se culpar, ela deve seguir em frente. Mas se tudo isso não passar, procure ajuda, porque esses fatores também podem levar a um depressão pós parto".

O medo é comum, mas sexo com dor não é normal. "Muitas vezes essas mulheres acabam tendo relação mesmo com dor e isso não é correto. Tem que ser prazeroso".

E quando o parceiro não quer tocar a gestante? Alessandra ressalta que a reunião também importante para o lado de lá. "Por isso eu digo que os homens precisam também participar de uma reunião como essa. Compreender e dar o suporte necessário a essas mulheres".

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