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Em sala aquecida a 40ºC, praticar yoga é desafiador até para respirar

Alunas passam uma hora no espaço com seis aquecedores infravermelhos; ideia é aumentar força e flexibilidade

Por Aletheya Alves | 25/03/2024 07:32
Um dos desafios do hot yoga é lidar com o suor. (Foto: Henrique Kawaminami)
Um dos desafios do hot yoga é lidar com o suor. (Foto: Henrique Kawaminami)

Em uma sala com portas e janelas de vidro fechadas, Márcio Batista guia uma turma de yoga com mais de dez mulheres sob o calor de 40ºC durante uma hora. Ali, com os aquecedores ligados a 50ºC, o desafio é respirar, lidar com o suor e ainda executar posturas desafiadoras que mudam rapidamente.

Márcio ministra as aulas duas vezes na semana no bairro Santa Fé. E após uma delas é que recebeu o Lado B para contar sobre como o yoga na sala aquecida funciona.

Quem já viu algo sobre yoga sabe que as posturas são variadas e que podem exigir muito dos praticantes. Agora, imagine se equilibrar no próprio corpo enquanto permanece na sala permanentemente aquecida. Imagine novamente lembrando de que moramos em Campo Grande, cidade em que o calor já costuma estar presente no cotidiano deixando tudo mais difícil.

Mas, apesar de realmente ser desafiador, o hot yoga, nome dado à prática com a sala aquecida, impulsiona a flexibilidade dos praticantes. De acordo com o professor, é só pensar na dificuldade para se alongar em dias frios. Com os aquecedores, a dinâmica muda completamente.

“Para contextualizar, o yoga tem várias práticas e eu comecei com o Ashtanga, que é minha prática pessoal. Geralmente, o professor pratica aquilo que ele ensina como metodologia. Com o tempo, comecei a dar aula de outras modalidades até para complementar e nessa linha é que veio o hot yoga”, diz Márcio.

Praticantes se distribuem por sala mantida aquecida durante uma hora. (Foto: Henrique Kawaminami)
Praticantes se distribuem por sala mantida aquecida durante uma hora. (Foto: Henrique Kawaminami)
Sequência de posturas muda rapidamente durante a aula. (Foto: Henrique Kawaminami)
Sequência de posturas muda rapidamente durante a aula. (Foto: Henrique Kawaminami)
Posturas são desafiadoras e mostram intensidade física da prática. (Foto: Henrique Kawaminami)
Posturas são desafiadoras e mostram intensidade física da prática. (Foto: Henrique Kawaminami)

No caso do hot, o professor explica que a prática nasceu a partir do Bikram Yoga e, apesar de ter um nome próprio, não é considerado uma modalidade fechada ou uma franquia. “Eu entendo o hot yoga como a ideia de ser uma aula em sala aquecida. O que vai acontecer ali dentro depende muito do que o professor pratica”.

Criada para receber a prática, a sala no My House, My Yoga, My Café, espaço em que Márcio ministra as aulas, conta com seis aquecedores infravermelhos. “Aqui, eles ficam configurados em 50ºC, sendo que a sala permanece com a sensação de 40ºC”.

Para garantir que as praticantes não se sintam mal, o espaço conta com portas e janelas de vidro. As entradas de luz ajudam a reduzir a sensação causada pelo calor.

“Falando sobre minha metodologia, na sequência temos 26 posturas. É uma aula bem fluida e dinâmica, inserimos várias posturas desafiadoras. E nossa ideia sempre foi desmistificar o yoga, tirar aquele pensamento de que você vai se sentar e ficar meditando durante toda a prática”, explica o professor.

Como Márcio diz, as posturas realmente desafiam e é notável o esforço físico empenhado durante a aula. Mas, isso não impede que iniciantes também ingressem no hot yoga.

De acordo com o professor, quem está começando pode focar em seus próprios limites e, conforme o tempo, seguir com as posturas mais avançadas.

No hot yoga há um ano e meio, a nutricionista Maria Rita Teixeira confirma a explicação do professor garantindo que as aulas são desafiadoras desde o primeiro contato com a sala aquecida.

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Na primeira aula, foi muito difícil só de entrar e respirar aquele ar quente. Foi uma prática bem desafiadora, mas logo no início senti muita diferença na questão articular, diz a nutricionista.

Antes de iniciar a prática aquecida, Maria já estava em contato com o yoga por indicação de um paciente. “Eu sempre fui muito focada na musculação e fazia treino pesado, mas comecei a ter lesões. Um dia, um paciente que é do jiu-jitsu falou que o yoga ajudaria porque quando você tem alongamento, tem espaço para crescer músculo. Então comecei nesse sentido”.

Mas, com o passar do tempo, acabou invertendo suas preferências até seguir com a musculação apenas por necessidade.

“No momento em que você está praticando yoga, você não pensa em nada. Essa é a minha experiência. Eu fico tão concentrada em me equilibrar, me virar, não cair, sentir o músculo ardendo que acaba sendo uma meditação durante a aula toda”, relata Maria.

E, hoje, com o hot yoga, ela descreve que passou a sentir uma melhora no alongamento através da sala aquecida. Em conjunto, veio também a melhora nas dores articulares. “Hoje eu acho delicioso, amo entrar na sala quente, amo suar. Você sai se sentindo diferente”, completa.

Para conhecer mais sobre a prática, o espaço de Márcio fica localizado na Rua Euclides da Cunha, 1722. O perfil no Instagram é @myogahouse.

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