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Folia com criança? Veja o que não pode faltar na bolsa dos pais além do confete

Dicas de mães, policial, pediatra, e gestante que está à frente de bloquinho para todo mundo aproveitar o Carnaval

Por Paula Maciulevicius Brasil | 22/02/2020 07:23
O sorriso entre a espuma do Carnaval no Clube Estoril no ano passado. (Foto: Arquivo/André Patroni)
O sorriso entre a espuma do Carnaval no Clube Estoril no ano passado. (Foto: Arquivo/André Patroni)

Não tem coisa mais fofa do que criança fantasiada no Carnaval. A folia ganha um ar de alegria que nada bate quando os mini foliões entram em cena seja no bloquinho, no clube, no parque ou no shopping. Para quem é mãe de primeira viagem ou já até está acostumada, mas precisa de uma ajuda, aqui vai um check-list do Lado B com o que você não pode esquecer de levar e ficar atento:

- Água
- Pulseira de identificação 
- Protetor solar
- Repelente
- Boné ou chapéu
- Fantasia confortável
- Lenço umedecido
- Fraldas extras
- Sling ou carrinho de bebê
- Atenção ao horário por conta do sol e do cansaço
- Saber com antecedência estrutura do local como estacionamento e banheiros
- Documento de identificação
- Carteirinha do SUS ou plano de saúde
- Identifique as saídas de emergência mais próximas, o posto policial e do Corpo de Bombeiros

João Pedro, de pirata no Carnaval passado. Fantasia leve e fresca. (Foto: Arquivo Pessoal)
João Pedro, de pirata no Carnaval passado. Fantasia leve e fresca. (Foto: Arquivo Pessoal)
Glê com as filhas Maria Luiza e Maria Flor. Todas com fantasias confortáveis para a folia. (Foto: Arquivo Pessoal)
Glê com as filhas Maria Luiza e Maria Flor. Todas com fantasias confortáveis para a folia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Mãe de três crianças folionas, Glê Schmitt, de 31 anos, é figura cativa no Carnaval com a "escadinha": João Pedro, 8 anos; Maria Luiza, 5 e Maria Flor, de 3 anos. A executiva de vendas sabe de cor o que levar: protetor solar, fantasias leves e confortáveis, água e muito confete. "As crianças piram nisso", faz questão de frisar.

"Eu costumo ir em lugar onde tem estacionamento fácil, que seja fechado e com segurança. Não me importo em pagar por isso. Nada contra Carnaval de rua, já fui com o João Pedro duas vezes. Mas hoje, com três, eu priorizo o conforto com as crianças e segurança", explica a mãe. Ela também calcula o tempo máximo de permanência na folia, que pode ser até 4h a depender do pique das crianças.

Também mãe de 3, Sofia Maciel, compartilha uma dica de ouro para crianças pequenas, mesmo as já desfraldadas, é importante pensar o que fazer na hora que vier o xixi. No Carnaval de rua do ano passado, apesar das meninas não usarem mais fralda, ela levou na sacola um tamanho extra grande para qualquer emergência.

"E foi o que nos salvou, fomos ao carro que estava perto, colocamos a fralda e ela fez xixi", conta. O truque vale também no caso da saída, porque às vezes até chegar em casa, pode ser que a vontade de ir ao banheiro apareça de novo. "No meio do caminho a minha mais velha falou que estava muito apertada e não dava para esperar chegar em casa. A neném dormindo, a mais novinha toda irritada... Como descer com as três e ainda rápido? Estacionei o carro. Filha, pega a fralda e vamos improvisar. Ela, um pouco resistente, porque está grande para fraldas, mas deu tudo certo", completa.

Médica pediatra, Gabriela Paro Elias Marin, enfatiza que é possível um Carnaval seguro com crianças, desde que os pais tenham certos cuidados. "O principal é sempre ter água e oferecer para evitar a desidratação", pontua primeiramente. Além de colocar, no dia a pulseira com nome e contato dos pais na criança, o uso do protetor solar se torna acessório essencial. "Também se puder colocar barreira de proteção, como uma camiseta de proteção solar, chapéu. Evitar que as crianças fiquem na festa no horário da noite e nunca deixar seu filho sozinho", alerta.

Angela, o estandarte do Capivara Blasé e Inácio na barriga. (Foto: Arquivo Pessoal)
Angela, o estandarte do Capivara Blasé e Inácio na barriga. (Foto: Arquivo Pessoal)
Registro foi da semana passada, com 20 semanas de gestação. (Foto: Arquivo Pessoal)
Registro foi da semana passada, com 20 semanas de gestação. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma outra recomendação é quanto às fantasias, para que sejam leves e frescas e, no dia anterior ao bloquinho, testar a maquiagem ou cosmético em uma aŕea bem pequena do corpo para ver se não dará alergia. "Sempre tem que ter o cuidado de usar produtos hipoalergênicos e especializados para criança. Cuidado também com espumas de sprays que podem causar alergias, acidentes e até levar a coisas mais sérias, como intoxicação e traumas nos olhos", destaca.

Com 21 semanas de gestação, Inácio é protagonista neste Carnaval, pelo menos do bloco Capivara Blasé. Filho dos diretores do bloco, Vitor Samudio e Angela Montealvão, o bebê já vai nascer folião. Nem gravidez muito menos a coincidência da data foram planejadas, mas é certo que Inácio vai nascer com samba no pé.

Aos 28 anos, a atriz e futura mamãe não perde um esquenta, carregando o estandarte, as imagens que ilustram a matéria são da semana passada, quando Inácio chegou a 20 semanas na barriga da mamãe.

Na bolsa da foliona gestante o que não falta é água, recomendação que cabe a qualquer um que for para o bloquinho. "Em especial estou tendo o cuidado extra em relação ao uso do repelente, porque estamos no auge da dengue na cidade, com muitos casos que trazem complicações mais sérias para as gestantes porque pode afetar o bebê", conscientiza.

Os dois estão derrubando vários mitos em relação ao corpo da mulher, principalmente o de que gravidez não é doença. "É sinal de saúde plena, e o que observo é que os dias em que estou mais parada em casa, descansando, são quando sinto os sintomas clássicos: sono excessivo, edema, moleza. Quando estou ativa na dança, no corre da produção do Carnaval, esses sintomas são todos amenizados", afirma.

Policial e mãe, a capitã Gabriella Fernandes ressalta que o mais adequado para as crianças são as matinês e que, além da pulseira de identificação, vale observar o local. "Em caso de briga, se afastar e quando chegar nestes carnavais maiores, identificar o posto da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros ou de algum atendimento médico. Se tiver cartão de plano de saúde, levar e documento de identificação é importante".

Neste link você confere toda a programação infantil de Carnaval. Neste domingo e segunda, dias do Capivara Blasé, a Avenida Calógeras, ao lado do palco, terá uma área específica para as crianças cercada para segurança onde só entrarão as famílias acompanhadas de crianças. No local haverá trocador, banheiros químicos de uso exclusivo das crianças e ainda o apoio da Cruz Vermelha.

Durante todo o evento, a Cruz Vermelha estará com o programa Criança Segura, que consiste em fazer a pulseira de identificação que é colocada na criança e no adulto responsável com os dados, para caso for necessário, localizar os responsáveis pelo pequeno o mais rápido possível.

A matinê ou melhor o Capivarinha Blasé começa às 14h e vai até 18h com confete, serpetina, marchinhas e pintura facial gratuita.

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