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Donkey Kong Country 3: vale os 105% e nunca cansa

Quem aqui se lembra do terceiro título da saga Donkey? Se já conhece, vale a pena rememorar; caso contrário, cola na explicação

Por Ricardo Syozi | 19/01/2021 06:05
Lançado em 22 de novembro de 1996, a terceira aventura da macacada trouxe a linda – e fan-favorite – Dixie como a protagonista (Foto: Reprodução)
Lançado em 22 de novembro de 1996, a terceira aventura da macacada trouxe a linda – e fan-favorite – Dixie como a protagonista (Foto: Reprodução)

Ah! Alcançar os 105% dá trabalho, mas um pensador uma vez disse: “escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”. Donkey Kong Country 3 é um game que reflete muito bem a frase de Confucio, pois mesmo jogando no modo hard, ele é uma delícia de passeio, e nunca cansa, nunca enjoa, e jamais tem cara de trabalho.

Lançado em 22 de novembro de 1996, a terceira aventura da macacada trouxe a linda – e fan-favorite – Dixie como protagonista. Ao seu lado, o bebê Kiddy Kong fez a sua estreia sem ao menos tirar a fralda. Ambos buscam resgatar Donkey e Diddy, os raptados da vez pelos Kremlings. A questão é que desta vez há, também, a necessidade de juntar os Banana Birds, criaturas misteriosas que precisam ser resgatadas para derrotar os vilões de uma vez por todas.

Quando liguei pela primeira vez este cartucho no meu SNES, a minha expectativa era enorme. Sou apaixonado pela série produzida pela Rare nos tempos áureos e tudo o que eu queria era fechar a trilogia com chave de ouro, ou melhor, com uma bela e dourada moeda DK. Admito que estava preocupado pelas ausências dos dois principais nomes do game, mas sabia que a loiraça Dixie não me decepcionaria. Felizmente, a cada nova fase, novo segredo, novo encontro com personagens famosos como Funky e Cranky Kong, a minha diversão só aumentava. Isso sem contar quando conheci uma galera nova como os Brother’s Bears, ursos que te dão uma força durante toda a aventura.

O game não decepciona nunca. Há tanta variedade de coisas para fazer que acredito fielmente que este é o mais completo título da trilogia – mas não necessariamente o melhor. Temos veículos para locomoção aquática, fases secretas escondidas em cavernas, minigames contra um velhinho rabugento, e uma trilha sonora linda composta por Eveline Fischer que não fica atrás do sempre sensacional David Wise que se envolveu pouco no terceiro game.

Quem se lembra desta versão para o Game Boy? (Foto: Reprodução/Video Game Data Base)
Quem se lembra desta versão para o Game Boy? (Foto: Reprodução/Video Game Data Base)

Muitos consideram a trilha sonora de DKC3 a mais fraca da série. Isso porque ela é mais obscura e possui temas ambientes que focam na natureza. Quando o game foi portado para o GBA, Wise foi chamado para refazer toda a composição. Desta vez, as músicas se tornaram mais animadas e leves. Até mesmo a música que toca ao perder uma vida foi retirada, algo provavelmente para não lembrar o jogador do que acaba de acontecer. Mesmo assim, ambas as trilhas são ótimas, é tudo uma questão de gosto.

O melhor de tudo é descobrir que dá pra passar os 100% do game e alcançar algo a mais, mas isso só se jogar no modo mais difícil da aventura. E sabe de uma coisa? Eu joguei tudo de novo com um enorme sorriso na face, pois Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble faz isso com nós, jogadores: ele nos desafia a querer sempre mais dele e de nós mesmos. Um título para jamais esquecer.

Recentemente a aventura passou a estar disponível no serviço online do Nintendo Switch. Se tiver a possibilidade de revisitar ou de jogar pela primeira vez, não deixe passar.

Conheça o Video Game Data Base, o museu virtual brasileiro dos videogames.

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