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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

01/06/2017 08:56

Lembra do colecionador que assinava todos os jogos? Achamos ele

Jorge Miashike
Lembra do colecionador que assinava todos os jogos? Achamos ele

Há alguns dias publicamos nesta coluna o artigo “Colecionador de videogames assina nome em todos os itens da coleção e vira lenda”. Começamos então uma busca para descobrir o paradeiro de Luiz Suguita. Foram dias entrando em contato com inúmeras pessoas de sobrenome Suguita através dos sistemas de busca da internet, redes sociais, telefonemas, entretanto as procuras foram infrutíferas.Até que certo dia, quando nossas esperanças estavam acabando, uma pessoa entrou em contato conosco dizendo saber quem é Luiz.

Foram dias com inúmeras conversas para saber se poderíamos entrar em contato com Suguita, até que finalmente, depois de muita negociação e insistência, tivemos acesso a um número de telefone. Era a oportunidade de entrar em contato com o colecionador das famosas assinaturas. Estava tudo pronto para conversar com uma das maiores lendas dentro do colecionismo de games do Brasil.

Quais surpresas nos aguardariam ao ligar para o suposto Luiz Suguita? Então eu, Jorge Miashike, peguei o celular e liguei: o telefone toca uma, duas, três vezes, até que na quarta alguém atende e digo “Boa tarde, por favor, o Luiz?” e do outro lado ouço um singelo “Sim?” A partir daí pude conversar e conhecer a lenda da internet.

Uma parte da coleção de Luiz Suguita.Uma parte da coleção de Luiz Suguita.

Quem é Luiz Suguita?

Luiz Suguita tem 61 anos, é um colecionador que juntou itens por mais de duas décadas de diversos sistemas: Mega Drive, Super Nintendo, Neo Geo AES, 3DO, Dreamcast, SEGA Saturn entre outros, foram muitos anos trabalhando no Japão e o acesso a esses itens era fácil. O prazer em jogar videogame diminuiu um pouco - sim, Luiz Suguita não era apenas um juntador, ele curte jogar seus games - por não saber mais o que fazer com tantos jogos, um amigo sugeriu a venda dos itens e o mesmo se prontificou a vendê-los.

Obviamente que não pude deixar de perguntar sobre a curiosa mania de assinar os seus jogos. Luiz Suguita respondeu: “Como eu era um colecionador fanático na época, eu achava que essa coleção que eu ia fazer iria ficar só para mim e era uma mania minha, e eu assinava tudo, não só videogame, mas gibi também”.

Um detalhe curioso que pude notar é que Luiz Suguita em nenhum momento usou o termo viciado, usando no lugar fanático. Viciado é visto por alguns jogadores como um adjetivo bem pejorativo.Em dado momento ele diz: “Por mim eu não ia desfazer nunca”.Posso supor que por alguma necessidade, talvez a chácara que o Luiz Suguita diz ter adquirido, o tenha obrigado a se desfazer de parte de sua coleção. A mania de assinar seus jogos parou com a chegada da geração passada, tanto é que a coleção de mais de cem jogos de Xbox 360 foram vendidos sem a famosa assinatura.

Os jogos atuais não chamam mais sua atenção: “Os jogos ficaram meio sem graça para mim”, disse Luiz, que prefere os games de Super Nintendo e Mega Drive, utilizando de vez em quando um emulador. Luiz Suguita ainda mantém alguns jogos consigo, conforme podemos ver nas fotos que ilustram este artigo.

Além de colecionar games, Luiz gosta mesmo de jogar e me contou uma história da época em que estava no Japão:“Eu fui para lá (Japão) para trabalhar e como era muito fanático por jogos acontecia até umas coisas engraçadas. Caçava jogos que me interessavam, tipo Resident Evil (Bio Hazard), eu voltava do serviço, pegava o game e varava a noite, aí quando dava por mim já estava na hora de ir trabalhar e eu ia trabalhar pescando”.

Assim terminava a entrevista que fiz com Luiz Suguita, um homem educado e de grande simpatia, um colecionador que ao mesmo tempo ama os videogames, mas não sabe usar a internet, ou talvez seja avesso a ela, mantendo assim seu anonimato, se divertindo com seus games enquanto a Internet se perguntava: quem é Luiz Suguita?

Quer conhecer a voz do Luiz? Confira o vídeo com o áudio da entrevista que narramos aqui na matéria. Visite também o Vídeo Game Data Base, o museu virtual brasileiro dos videogames.




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