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The Outer Worlds é um dos grandes destaques do ano! Confira nossa análise

Por Rafael Vescio | 10/12/2019 06:50
Ao acordar avistamos o cientista, Phineas Welles, que explica que você e toda sua tripulação ficou em “animação suspensa” por aproximadamente 70 anos.
Ao acordar avistamos o cientista, Phineas Welles, que explica que você e toda sua tripulação ficou em “animação suspensa” por aproximadamente 70 anos.

Os fãs da franquia pós-apocalíptica Fallout já estavam se sentindo órfãos desde o fracasso de Fallout 76. Faltaram história, mecânicas interessantes e motivos para jogar.

Eis que a Obisidian Entertainment (famosa por grandes games do gênero rpg como Star Wars: Knights of the Old Republic 2: The Sith Lords, Neverwinter Nights 2 e South Park: The Stick of Truth) surge com seu mais novo título em primeira pessoa. The Outer Worlds chegou em Outubro, mas será que o game agradou aos fãs do gênero ou ficou somente como uma sombra de seus “antecessores espirituais”?

A bordo da gigantesca nave colonizadora HOPE, uma tripulação de centenas de milhares é abandonada encapsuladas em sono criogênico. Uma dessas cápsulas é sequestrada por um cientista “maluco” (bem nos moldes de Rick and Morty e Doc Brown), dentro dessa cápsula está o jogador que será amplamente customizável.

Ao acordar avistamos o cientista, Phineas Welles, que explica que você e toda sua tripulação ficou em “animação suspensa” por aproximadamente 70 anos e que fez de tudo para manter você vivo durante o processo de reanimação, mas para que possa fazer o mesmo para seus amigos colonos ele precisa de sua ajuda. A partir desse momento o andamento dessa história está em suas mãos.

Sendo um game em primeira pessoa, a aventura retrofuturista oferece o que há de melhor no gênero RPG
Sendo um game em primeira pessoa, a aventura retrofuturista oferece o que há de melhor no gênero RPG

Sendo um game em primeira pessoa, a aventura retrofuturista oferece o que há de melhor no gênero RPG: combates, ganhos de experiência, quests, diálogos e habilidades das mais variadas. É claro que isso são pontos comuns no estilo, mas em The Outer Worlds cada escolha do jogador faz a diferença levando para caminhos alternativos nesse roteiro muito bem elaborado. Tem para todas os gostos de builds: curte um personagem mais esquentadinho, porradeiro e intimidador? Seu estilo é mais diplomático e charmoso que resolve tudo na base de um bom diálogo? Ou daquele mais “espertinho” que consegue se dar bem na maciota, contando aquelas mentirinhas aqui e alí?

O game pode ser single player, mas você não estará sozinho. Em The Outer Worlds você tem liberdade total, podendo explorar os diferentes mundos do sistema, cada qual bem vivo e com seus habitantes que lhe entregam quests das mais clássicas como “ei encontre tal coisa para mim” ou “me ajude a consertar essa rebimboca da parafuseta”. Você poderá carregar até 6 tripulantes a bordo de sua nave a FALÍVEL, até 2 personagens podem te acompanhar pelo mapa durante as suas quests, isso é claro, se assim quiser.

Cada personagem recrutado é vivo, possui uma habilidades exclusivas (podendo aumentar sua capacidade de carga, ou habilidades de engenharia, saúde e hacking) e uma história própria, ele pode interagir durante um diálogo da quest principal ou até mesmo com outro “companion”. Semelhante ao personagem principal, seus companheiros também possuem uma “árvore de habilidades” e você pode gerenciar os pontos e até mesmo os equipamentos de cada um. Mas lembre-se de tomar muito cuidado com os diálogos com eles, pois, alguns após muitas discordâncias, podem se levantar e deixar sua tripulação.

A “monotonia” não faz parte dessa aventura e The Outer Worlds faz questão de deixar isso claro a cada passo. Tudo é tão bem executado, a cada nova área descoberta, cada quest concluída, cada decisão tomada, você sente o peso de suas escolhas. Há inúmeros personagens interessantes, os diálogos são ótimos e podem mudar de acordo com o atributo de inteligência, podendo dar opções de respostas intrigantes ou até mesmo as respostas mais idiotas, tudo isso com pitadas de bom humor e uma narrativa formidável (legendado em português). A trilha sonora é imersiva que te faz lembrar das grandes obras de syfy dos anos 80 e 90. A jogabilidade é familiar e funciona muito bem para um “shooter rpg”.

Há alguns problemas gráficos razoáveis como texturas que podem demorar um pouco para renderizar ao entrar em ambientes mais abertos, o que são raros, portanto nada que atrapalhe a jogatina ou sua experiência em The Outer Worlds.

No fim do dia, a Obsidian provou que ainda há muito espaço para RPGs mais convencionais em tempos atuais, nada de “games as a service”, mas sim um produto pleno do começo ao fim. Aqui, essa aventura garante isso em cada minuto de jogo.

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