Hibisco não é só chá, folha roxa vira salada simples super nutritiva
Quadro voltou e dessa vez de um jeito prático; aprenda como levar plantas para a mesa sem grandes segredos
Você é do time que acha que hibisco é apenas uma planta boa para fazer chá? Hoje o Lado B vai te mostrar que não é bem assim. Com ingredientes simples, é possível fazer algo diferente com as folhas. O quadro “Na Trilha Orgânica” está de volta após 2 anos e traz, de cara, uma opção simples, barata e fácil para diferenciar o consumo da planta e levá-la direto para o seu prato.
A agricultora urbana Márcia Chiad explica que apenas com o hibisco acetosella e tomates cereja já é possível aproveitar bem a planta. Basta colher alguns maços do quintal, lavar bem, deixar na água para não murchar e, na hora de comer, picar as folhas. Use sal, limão, pimenta e azeite para temperar. Além do tomate, é possível também colocar frutas como manga e morango.
"É só rasgar as folhas grosseiramente, cortar tomates, pode ser qualquer tipo, eu usei o tomatinho cereja cortado ao meio, um fio de azeite, limão e uma pitada de sal.
Uma combinação leve, refrescante e cheia de vida. Entre tantas plantas que passam despercebidas no nosso dia a dia, algumas guardam uma beleza e um potencial que vão muito além do ornamental. É o caso do hibiscus acetosella, uma planta de folhas intensas, em tons que vão do verde ao roxo profundo, que muitas vezes enfeita nossos jardins sem que a gente imagine que ela também pode ir para o prato”.
A escolha dela pelo hibisco no retorno da coluna é um convite para olhar o quintal com mais cuidado e para o que cresce ao redor de nós. “A planta tem um sabor levemente ácido, fresco, que combina muito bem com preparações simples. É uma planta resistente, de fácil cultivo, que se adapta bem a quintais e até a vasos maiores, além de trazer uma presença estética marcante para o espaço”.
A planta tem ação antioxidante, que ajuda a combater os radicais livres. Também apresenta efeito diurético, o que contribui para reduzir o inchaço causado pela retenção de líquidos. Outro ponto relevante é a ajuda no controle da pressão arterial, especialmente em casos leves, além de possíveis efeitos positivos sobre o colesterol.
“Isso sem contar que é rico em vitaminas do complexo B e vitamina C. O interessante é que não é só o uso culinário do hibisco que chama atenção, e sim o que ele nos ensina. A gente se acostumou a buscar tudo pronto, embalado, distante da origem. E, nesse caminho, muitas vezes deixamos de reconhecer o valor do que está perto: no quintal, na calçada, no canteiro.”

Outro ponto que exige ser esclarecido é a falsa promessa de que a planta sozinha é capaz de fazer milagres de emagrecimento. Ela pode auxiliar no processo, principalmente por diminuir a retenção de líquidos e, em alguns casos, mas, sem alimentação equilibrada e rotina adequada, não resolve.
O consumo não precisa ficar restrito ao chá. O hibisco também pode ser utilizado em sucos com frutas, águas saborizadas, geleias e até bebidas fermentadas. Mesmo sendo natural, não é isento de riscos e o consumo excessivo pode causar efeitos.
Por ter sabor ácido, o consumo em excesso do hibisco acetosella pode irritar o estômago e causar desconforto gastrointestinal. A planta também pode contribuir para a redução da pressão arterial, o que exige cautela de quem já tem pressão baixa. Além disso, gestantes devem evitar o consumo frequente, já que não há segurança comprovada e, por conter oxalatos, o uso exagerado pode favorecer a formação de cálculos renais em pessoas predispostas.
Mas atenção: nem todo hibisco é comestível. E é aí que mora o risco. Espécies ornamentais, como o Hibiscus rosa-sinensis, muito comum em jardins, não são indicadas para consumo, principalmente de forma frequente ou crua, já que podem causar desconfortos como irritação no estômago e até reações adversas leves.

Como saber se é comestível?
Dá para diferenciar o hibisco ornamental do hibisco acetosella olhando alguns detalhes bem visíveis. O Hibiscus acetosella, hibisco roxo comestível, tem folhas recortadas, parecidas com folhas de bordo, tipo “mãozinha”, geralmente em tons de roxo escuro ou vinho. As folhas são mais finas e o sabor é ácido. As flores são menores e menos chamativas, normalmente em tons discretos de vermelho ou rosa.
Já o Hibiscus rosa-sinensis, o hibisco de jardim, é o clássico ornamental: folhas verdes, lisas e brilhantes, com formato oval e bordas levemente serrilhadas. As flores são grandes, vistosas, bem abertas e aparecem em várias cores fortes, como vermelho, amarelo, laranja e rosa.
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