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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

25/04/2019 06:40

Mesma massa há 40 anos, pastel do Mitsu não pinga óleo e vem com vinagrete

Sabor diferenciado faz cliente "ficar na cola" do feirante que monta barraca em diferentes pontos da cidade

Danielle Valentim
A receita foi repassada a Mitsu por sua mãe. (Foto: Kísie Ainoã)A receita foi repassada a Mitsu por sua mãe. (Foto: Kísie Ainoã)
O quitute é servido junto a porção de vinagrete.
(Foto: Kísie Ainoã)O quitute é servido junto a porção de vinagrete. (Foto: Kísie Ainoã)

A família Mitsu Kayano apostou no tradicional e há 40 anos não desaponta a clientela com a massa de pastel caseira e sequinha, mesmo depois de frita. Clássico até nos recheios, os pasteis de carne e queijo são servidos com porção de vinagrete, uma mistura muito saborosa dentro da boca.

O estilo da pastelaria é raiz: uma barraquinha de feira. Mas a receita especial da família prende a galera. O cheiro dos pastéis, bolinhos de carne, quibes e coxinhas são sentidos de longe, assim como a procura dos clientes que seguem Mitsu por longas distâncias.

Cliente há dez anos, a empresária Cristina Lourenço, de 54 anos, sai do Bairro Albuquerque e segue Mitsu pelas feiras da Vila Carlota, no Guanandi e na Coopharádio.

“Meus filhos e marido gostam muito dos pastéis e, principalmente, do quibe com ovo. Só hoje pedi dois pastéis, dois bolinhos de carne e seis quibes com ovo, uma janta”, conta a sócia proprietária da empresa João da Borracha.

Toda a produção e trabalho é dividido entre o casal. Angelita comandando a fritura. (Foto: Kísie Ainoã)Toda a produção e trabalho é dividido entre o casal. Angelita comandando a fritura. (Foto: Kísie Ainoã)
Os pasteis e demais salgados são vendidos a R$ 4 (Foto: Kísie Ainoã)Os pasteis e demais salgados são vendidos a R$ 4 (Foto: Kísie Ainoã)

Ricardo Mistu Kayano, de 48 anos, mora no bairro Vila Carlota desde a década de 80 e é bem conhecido na região. O feirante aprendeu a fórmula da massa com os pais que sempre foram comerciantes de feira.

“Continuei os passos dos meus pais. Eles trabalhavam na feira, meu pai fazia os demais salgados e minha mãe fazia o pastel. A produção era dividida assim como eu e minha esposa fazemos atualmente. Minha mãe, dona da receita, trabalhou como feirante de 1979 a 2000. A partir daí assumi a barraca e há mais de 20 anos trabalho com minha esposa”, conta.

Ricardo se casou com Angelita Kayano em 1998 e juntos tiveram um casal de filhos, hoje com 16 e 19 anos. Desde então, nunca pararam de trabalhar juntos.

Além da feira da Carlota, às quartas-feiras, o casal oferece os serviços às terças na feira do Coopharádio e aos domingos na feira Guanandi, uma das maiores da cidades. Nos dois últimos pontos também é servido sobá. O preço de todos os salgados da barraca é padronizado em R$ 4.

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Casal trabalha junto desde o casamento. (Foto: Kísie Ainoã)Casal trabalha junto desde o casamento. (Foto: Kísie Ainoã)
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