Na 14 de Julho, bicicleta leva café coado na hora, bolo e homenagem aos pais
Ele largou a vida de garçom e há 5 meses decidiu empreender para realizar o sonho de abrir uma cafeteria
Fernando Silva Santos, conhecido como Nando Montoni, decidiu trocar parte da rotina de garçom, moto entregador e músico pelo desafio de empreender. Há 5 meses, ele roda o Centro de Campo Grande de bicicleta para vender café coado na hora e bolo caseiro para acompanhar. Isso por menos de R$ 10. O que ele não esperava era que algo tão simples daria certo.
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Fernando Silva Santos, o Nando Montoni, transformou uma bicicleta em cafeteria ambulante no Centro de Campo Grande. Há cinco meses, ele percorre a Rua 14 de Julho vendendo café coado na hora e bolo caseiro por menos de R$ 10. O cardápio inclui café tradicional a R$ 5, café com leite a R$ 6 e cappuccino a R$ 7. Músico e ex-entregador, Nando sonha em abrir uma cafeteria fixa e batizou o negócio com os nomes dos pais em homenagem às raízes nordestinas da família.
Quem encontra Nando pela Rua 14 de Julho com a Barão do Rio Branco pode escolher entre café tradicional, café com leite, cappuccino e uma fatia de bolo caseiro fresco. Nando leva diariamente dois tipos de bolo que ele mesmo prepara. A fatia custa R$ 3. O diferencial, segundo ele, está no preparo: nada de café requentado. "Eu passo na hora e em 2 minutos e fica pronto”, explica.
O café tradicional custa R$ 5, enquanto a versão com leite sai por R$ 6 e o cappuccino, R$ 7. No cardápio, ele também pretende incluir em breve chá gelado e café gelado.
Aos 44 anos, a rotina começa cedo. De segunda a sexta, ele costuma estar pelas ruas a partir das 7h30 e segue até as 15h. A bicicleta também é uma forma de manter o negócio circulando pela região, embora a chuva seja um dos poucos motivos que fazem Nando "faltar".
A ideia da cafeteria sob rodas nasceu de um desejo antigo. Enquanto o espaço fixo não chega, Nando resolveu começar pequeno, com uma bicicleta e uma estrutura que permite preparar a bebida em qualquer lugar. "Meu sonho é ter uma cafeteria fixa, mas a ideia é ser empreendedor e ver como funciona", conta.
O nome do negócio, Montoni, também carrega uma história de família. Nando juntou os nomes do pai e da mãe para batizar o projeto, que também é uma forma de homenagem às raízes dele como filho caçula de nordestinos. Nando é de uma família com 11 irmãos, sendo oito mulheres e três homens.
"Eu fazia isso nas feiras culturais só aos finais de semana e aí eu resolvi fazer no dia a dia pra experimentar, pra mostrar divulgar meu trabalho e ver como que seria a aceitação das pessoas".

Antes de começar a vender café, Nando já havia experimentado diferentes formas de ganhar a vida. Trabalhou como garçom e atendente, fez entregas de comida, coisa que ainda mantém. Paralelamente, também atua como músico de voz e violão, cantando em bares e restaurantes.
"Estou focado hoje mais no empreendedorismo, no ramo do café e da cafeteria. Tem sido muito bom. Na verdade, eu não esperava que algo tão simples desse certo como está dando. Sai bastante, mas é o café tradicional. O pessoal gosta bastante também do cappuccino que eu faço. O pessoal experimenta e gosta bastante."
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