PF faz operação no IMPCG por aplicação de R$ 1,2 milhão no Banco Master
Os mandados foram cumpridos no instituto e na Secretaria de Assistência Social
A PF (Polícia Federal) faz operação e cumpre mandado na SAS (Secretaria de Assistência Social) na manhã desta terça-feira (dia 25). O prédio fica na Rua Venâncio Borges do Nascimento, Jardim TV Morena, em Campo Grande. A reportagem apurou que o trabalho tem ligação com o Banco Master, instituição que recebia aportes de instituto de previdências.
RESUMO
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A Polícia Federal deflagrou operação em Campo Grande para investigar irregularidades envolvendo aportes do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande no Banco Master. Agentes cumpriram mandados na Secretaria de Assistência Social e no instituto, apreendendo malotes após a liquidação extrajudicial da instituição financeira. O caso envolve a aplicação de 1,2 milhão de reais sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, montante recuperado posteriormente via compensação judicial.
Na secretaria, os policiais chegaram às 5h30 e saíram com malotes. A titular da SAS, Camila Nascimento, que é vice-prefeita de Campo Grande, está no local e acompanhou as diligências. A PF também cumpriu mandado no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), na Travessa Pires de Matos, no Bairro Amambaí.
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Em abril de 2024, o instituto aplicou R$ 1,2 milhão em Letras Financeiras do Banco Master, com vencimento previsto para abril de 2029.
Conforme a PF, a Operação Presciência apura possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Município de Campo Grande.
A investigação teve início a partir de informações constantes de Relatório de Auditoria Direta - Letras Financeiras, elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social, do Ministério da Previdência Social.
Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do instituto municipal a riscos.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas cautelares foram deferidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

O inquérito policial apura, em tese, a prática dos crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa. Presciência significa conhecimento de um evento ou fato antes que ele aconteça.
Histórico - O Master também mantinha outra relação com o funcionalismo municipal. Em abril de 2025, o Campo Grande News mostrou que o banco estava autorizado a oferecer crédito consignado a servidores da prefeitura, aposentados e pensionistas vinculados ao IMPCG, com desconto das parcelas diretamente na folha.
A situação se agravou em 18 de novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Pois o investimento não tinha cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Após a liquidação, o valor atualizado chegou a R$ 1.427.697,59. O IMPCG e a prefeitura recorreram à Justiça. Em 16 de dezembro, a Justiça concedeu liminar permitindo o depósito judicial de R$ 1.427.697,59 que seria repassado ao Master.
Em 11 de março deste ano, o IMPCG conseguiu assegurar a recuperação dos R$ 1,2 milhão originalmente aplicados, acrescidos da correção acumulada, por meio da compensação judicial com os valores dos consignados.
O IMPCG encerrou 2025 com resultado patrimonial positivo de R$ 128,2 milhões e rentabilidade de 12,42% na carteira, embora o balanço ainda registrasse R$ 1,4 milhão relacionado ao caso Banco Master.
A assessoria da SAS informou que a investigação não tem relação com a direção atual e que a prefeitura está aberta para qualquer esclarecimento.


