O que fez a Feira da Coophavila dobrar de tamanho e lotar toda terça-feira?
Em poucos meses, o espaço ganhou novos expositores e ampliou a variedade de produtos

A Feira da Coophavila deixou de ser aquele lugar tradicional para frutas, verduras e pastéis. Em poucos meses, dobrou praticamente de tamanho, chegou a cerca de 500 barracas nas noites de terça-feira e virou um dos programas mais disputados de Campo Grande, com muita gente em busca de comida, novidades e do clima de bairro que resiste ao tempo.
RESUMO
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A Feira da Coophavila, realizada nas noites de terça-feira em Campo Grande, vive uma nova fase de crescimento, com o número de barracas praticamente dobrado desde a atual gestão da associação de moradores. Com produtos variados e ambiente familiar, o espaço se tornou ponto de encontro de famílias e jovens, que combinam compras e lazer. Feirantes e frequentadores destacam a fidelidade do público e a atmosfera acolhedora como diferenciais do local.
Para provar que isso não é papo de presidente de bairro marketeiro, a gente foi até lá visitar a feira novamente e entender esse crescimento. A verdade é que muita gente encontrou nas barracas uma nova fonte de renda, e a variedade de produtos também explodiu. Hoje, quem passa pela feira encontra de manga temperada e cachorro-quente artesanal a bolos, doces, artesanato de todo tipo, itens de decoração para casa e acessórios para pets, uma combinação que transformou o lugar e faz gente despencar de outros cantos da cidade para ir até lá.
Segundo o diretor social da Associação de Moradores da Coophavila II, Marcos Cleyton, a feira aumentou desde o início da atual gestão. “A feira dobrou praticamente de tamanho depois que nós assumimos a gestão. Hoje, todo mundo busca uma nova fonte de renda, e a feira é uma oportunidade para essas pessoas agregarem um dinheirinho a mais.”, afirma.
A expansão é percebida por quem trabalha atrás dos balcões. Dono da barraca Lê Pastel, Afonso Junior começou o negócio há cerca de um ano e está na Feira da Coophavila há quatro meses. Para ele, o principal diferencial está no público.
“É um público muito fiel. Quem experimenta nosso pastel sempre volta. Além disso, é um ambiente muito familiar, com casais e famílias passeando. Acho que Campo Grande estava carente desse tipo de programa durante a semana.”, diz.

A mesma percepção é compartilhada pelo feirante Bruno Turetta, que vende cachorro-quente artesanal e participa da feira desde janeiro.
“Aqui é diferente. O pessoal vem para sentar, passear, fazer a feira mesmo, passar de banca em banca. A gente se sente em casa.”
Na visão dele, o crescimento não aconteceu por acaso, mas pela renovação dos próprios feirantes.
“Todo mundo foi se modernizando, trazendo novidades, sem perder a essência da feira. O atendimento continua sendo como se fosse para um vizinho.”, explica.
Essa combinação entre tradição e inovação aparece também nas barracas. Hoje, além dos produtos tradicionais, os visitantes encontram bolos em fatia, manga temperada, doces artesanais, comidas típicas, artesanato, molhos caseiros e diversas opções gastronômicas.
Há quase três anos na Coophavila, Jerônimo Borges acredita que a variedade é um dos principais motivos para o sucesso.
“Tem muita variedade de produtos e a feira foi crescendo. A gente cria amizade com os clientes e procura oferecer qualidade para eles voltarem.”
Para Jerônimo, a feira também representa uma oportunidade de recomeço. Depois de sofrer dois infartos e deixar a marcenaria, encontrou nas barracas uma nova forma de sustentar a família.
Quem acompanha essa transformação há décadas é Francisco Pinheiro, que trabalha em feiras há cerca de 30 anos. Ele acredita que o crescimento não aconteceu apenas na Coophavila, mas nas feiras de bairro em geral.
“Acho que muita gente passou a procurar as feiras dos bairros. O clima, as barracas, tudo! É um programa diferente que foi ganhando visibilidade. Se quiser comprar alguma coisa, você com certeza encontra na feira.”, conclui.
Se os feirantes comemoram o aumento do movimento, quem frequenta a Feira da Coophavila garante que o espaço deixou de ser apenas um lugar para fazer compras.
A recepcionista Kendhra Paula, de 18 anos, conhece a feira praticamente desde que nasceu. Ela conta que cresceu acompanhando a evolução do espaço e percebe claramente como o local ganhou novos atrativos nos últimos anos.
Mesmo visitando outras feiras de Campo Grande, ela diz que a Coophavila continua sendo a preferida da família. “Toda terça-feira a gente vem para comer, tomar um caldo de cana e passear. Já virou programação.”
O estudante João Vitor, de 18 anos, também faz questão de reservar as noites de terça para passar pela feira. Para ele, o diferencial não está apenas nas barracas, mas na atmosfera do lugar.
“É a minha feira favorita. Nenhuma outra consegue ser igual. O ambiente, as pessoas… Toda terça-feira eu gosto de estar aqui.”
Segundo ele, o passeio pode ser simples, mas é justamente isso que torna a experiência especial.

Quem também percebe a transformação é a estudante Medhely Patrocínio, de 17 anos. Frequentadora da feira há mais de cinco anos, ela acredita que a chegada de novos produtos ajudou a atrair um público ainda maior. “Vieram coisas que antes não tinham e que agora estão viralizando na internet. Acho que isso chamou mais atenção das pessoas. E aqui sempre tem alguma novidade para experimentar, é muito legal!”, finaliza.
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