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Sabor

Receita de amiga vira banoffee menos doce e difícil de largar

Na contramão do morango da vez, banana ganha destaque na confeitaria da Capital

Por Amanda Ferreira | 12/09/2026 07:51
Receita de amiga vira banoffee menos doce e difícil de largar
Receita contém nata, canela e menos glacê (Foto: Arquivo Pessoal)

Em um momento em que vitrines, redes sociais e festivais parecem disputar espaço entre pudins em cima de bolos, morangos do amor e outras sobremesas que viralizam por temporada, Catherine de Sousa Santos segue por outro caminho. Desde 2021, ela mantém a Banofíssima, negócio que tem a banana e nata como base e nasceu justamente da vontade de oferecer uma opção diferente do repertório que ela via se repetir na confeitaria por conta de uma receita da melhor amiga.

RESUMO

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Catherine de Sousa Santos fundou a Banofíssima em 2021, confeitaria especializada em banoffee com versões menos adocicadas, usando nata e canela no lugar do glacê tradicional. O cardápio inclui opções como Morangoffee com Suspiros e Uvoffee, com preços entre R$ 27 e R$ 150. Formada em Administração, ela migrou para a gastronomia por influência da melhor amiga, chef que apresentou a receita original. Os pedidos podem ser feitos pelo site e iFood.

A ideia começou de forma afetiva. Catherine conheceu a receita de banoffee por meio da melhor amiga, que é chef de cozinha, e se encantou logo na primeira vez que experimentou. A partir dali, a sobremesa passou a carregar também uma ligação com essa amizade. Com o tempo, porém, ela percebeu que muitas versões disponíveis no mercado eram doces demais para o próprio gosto e decidiu mexer na combinação.

O principal incômodo estava no excesso de açúcar. Segundo Catherine, o doce de leite já tem sabor naturalmente intenso e, em algumas receitas, acabava deixando a sobremesa enjoativa. Por isso, ela começou a testar proporções e ingredientes até chegar a versões que considerasse mais equilibradas.

Receita de amiga vira banoffee menos doce e difícil de largar
Proposta de Catherine era fazer uma receita que fosse menos enjoativa (Foto: Arquivo Pessoal)

 “Eu fui criando outras receitas mais equilibradas, aquela coisa que você come gostoso, sem ficar com sensação de ser enjoativa”, explica.

A experiência também provocou uma mudança profissional. Formada em Administração, Catherine passou a se aproximar cada vez mais da gastronomia por influência da amiga e descobriu que não queria ficar apenas na parte de gestão.

 O interesse pelo trabalho manual e pelo preparo dos alimentos fez com que ela redirecionasse a carreira e passasse a atuar diretamente na confeitaria. “Eu gostava de colocar a mão, de fazer as coisas manualmente. E eu amo o que faço”, afirma.

No cardápio, a banoffee aparece em diferentes versões e tamanhos. A tradicional leva farofa crocante de bolacha, doce de leite, banana-nanica e creme de nata com canela, enquanto a opção de chocolate troca a base e o recheio por bolacha de chocolate e brigadeiro.

Também há combinações com outras frutas, como a Morangoffee com Suspiros, preparada com brigadeiro branco, morangos, creme de nata e geleia artesanal, além da Uvoffee, que mistura uvas sem sementes, ganache de chocolate meio amargo e creme com pedaços de chocolate. As versões individuais custam a partir de R$ 27, enquanto os tamanhos maiores chegam a R$ 150.

Receita de amiga vira banoffee menos doce e difícil de largar
Morangoffee com suspiros é opção do cardápio para quem ainda não largou a febre dos morangos (Foto: Arquivo Pessoal)

A casa ainda oferece a Morangoffee de Chocolate e sobremesas como Torta de Pistache, Cheesecake de Morango e Amora, Pavê de Ninho Caramelizado e Pavê de Ninho com Nutella. Os valores dessas opções partem de R$ 29 e podem chegar a R$ 45 nas porções menores, dependendo do sabor. O cardápio inclui desde unidades individuais até tamanhos para compartilhar em família, além de combos individuais e médios.

Repetição no mercado - A receita que deu origem ao negócio veio da melhor amiga de Catherine, que já havia trabalhado com sobremesas e cafeterias antes de se mudar para São Paulo (SP). Depois de também vender a banoffee ao lado dela, Catherine ficou com a base da preparação e passou a adaptar sabores, texturas e proporções até chegar às versões que oferece hoje.

“É muito teste. A nata faz toda a diferença porque consigo controlar melhor a doçura. A ideia é que as camadas se completem, sem aquele doce que arde a garganta ou faz a pessoa terminar querendo tomar 3 litros de água. Até a torta de pistache passou por vários testes para o sabor aparecer sem ficar pesado”.

A amizade que deu origem à receita continua firme. Mesmo morando em São Paulo, a amiga acompanha de perto o crescimento da Banofíssima e, segundo Catherine, comemora cada novidade do cardápio. Hoje, a confeiteira toca praticamente todas as frentes do negócio, da produção ao desenvolvimento de receitas, passando por atendimento, compras, conteúdo e administração.

“Ela ama as sobremesas e vive falando: ‘Tem como mandar uma de cada para mim?’. Acho que ela fica orgulhosa porque foi por causa dela que me aproximei da gastronomia. Hoje eu faço praticamente tudo por aqui, então tem muito dela nessa história também”.

Para fazer pedidos na Banofíssima, o serviço está disponível aqui  e no iFood.

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