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Campo Grande, Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

10/02/2018 07:20

Quem resolveu vender comida se deu mal, público só quer beber no Carnaval

Thailla Torres
Muita bebida foi facilmente encontrada no segundo dia de Carnaval em Campo Grande.Muita bebida foi facilmente encontrada no segundo dia de Carnaval em Campo Grande.

A concorrência para vender comida na segunda noite de Carnaval em Campo Grande, foi desleal. Ambulantes que estavam acostumados com o movimento na rua 14 de Julho, este ano, ficaram de fora da festa.  Em contrapartida, a bebida foi facilmente encontrada com direito a invenção de moda para vencer a concorrência.

A bacharel em Direito, Larissa dos Reis, de 25 anos, teve sorte com as bebidas, mas saiu perdendo na venda de doces que ela e os amigos fizeram. "O dinheiro é pra conseguir viajar para o festival Lollapalooza, que acontece em março, em São Paulo", conta. “A gente fez palha italiana, mas está muito difícil vender. Sorte que comprei R$ 200,00 em bebidas para revender aqui”, acrescenta.

A dificuldade foi maior para quem foi realocado para fora da festa pela Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), sob pena de multa e apreensão dos produtos.

O jeito foi improvisar para chamar atenção e vender bebida. (Foto: Paulo Francis)O jeito foi improvisar para chamar atenção e vender bebida. (Foto: Paulo Francis)

A vendedora de acarajé, Maria José Gomes, 56 anos, ficou na avenida Mato Grosso com a Calógeras, longe da multidão. “A turma que fica aqui nessa redondeza não consome. Até agora vendi pouco. É uma tristeza”, lamenta.

Até para quem vende brinquedo a situação ficou difícil. Bruno Sanches, de 20 anos, que costuma vender espumas com a mãe na folia, saiu desapontado. “Até agora eu só vendi R$ 20,00. Nos anos anteriores eu vendia até R$ 500,00. Fui vender para uma menina e ela disse que se comprasse, iria faltar grana para comprar a catuaba”, conta.

Enquanto isso, muita bebida foi facilmente encontrada pelo local, os cartazes anunciavam cerveja, catuaba, drinks e vodca a cada metro. Mas teve gente que resolveu pagar pouco para que a bebida fizesse "efeito mais rápido”.

Foi o caso dos amigos Felipe Ribeiro, de 18 anos e Paulo Ricardo Silva, de 20, que levaram 35 geladinhos para a festa, feitos com bebida alcoólica. “Vimos no Facebook e decidimos fazer usando pinga, limão e leite condensado”, diz Felipe. Em uma bolsa térmica a bebida estava garantida, pelo menos, no começo da festa. “Aqui vai durar bastante e isso já é o suficiente. A gente ainda está no segundo geladinho”, completa.

Amigos fizeram geladinho com pinga. (Foto: Paulo Francis)Amigos fizeram geladinho com pinga. (Foto: Paulo Francis)
Dupla diz que vendeu 1,5 mil abacaxis. (Foto: Paulo Francis)Dupla diz que vendeu 1,5 mil abacaxis. (Foto: Paulo Francis)

Na multidão, teve gente que apelou até para o brigadeiro e pirulito feitos com catuaba.

Mas quem saiu ganhando no primeiro dia foram os meninos que vendem abacaxi pela cidade. Só ontem, o grupo levou 1,5 mil abacaxis para frente da festa. Às 18h, metade do carregamento havia sido vendido. Cada fruta custa R$ 5,00.

“É o abacaxi que cura”, diz o vendedor Erick Pereira, de 25 anos. “A galera compra para misturar com a bebida. A gente entrega cortado e o público leva”, finaliza.

Vale ressaltar que é proibida a venda de bebidas alcoólicas para crianças ou adolescentes menores de 18 anos.

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Doces feitos com bebida alcoólica. Doces feitos com bebida alcoólica.


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