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Sabor

Teçá, a marca de moda que virou alimento pelas mãos de André

Com as dificuldades impostas pelo coronavírus, o professor de teatro André Tristão fez da paixão pela cozinha um novo negócio

Por Lucas Mamédio | 15/05/2020 06:40
André Tristão está transformando uma paixão em saída para crise do coronavírus (Foto: Helton Pérez/Vaca Azul Produções)
André Tristão está transformando uma paixão em saída para crise do coronavírus (Foto: Helton Pérez/Vaca Azul Produções)

Dá ranço de gente cheia de talentos, não dá? Gente que canta, dança, atua, faz outras coisas aleatórias, e tudo muito bem; sei lá, só não suporto tanta humilhação. Mas vou deixar isso de lado para falar de mais um talento do professor de teatro André Tristão.

Ator e diretor de teatro renomado, André teve que lançar mão de mais um talento para atenuar os reflexos negativos da crise causada pelo coronavírus. Com vários projetos parados e queda na receita, André usou outra receita, as da cozinha, para seguir em frente profissionalmente.

“A comida sempre esteve muito presente em minha vida, faz parte do meu ambiente familiar, então sempre gostei de cozinhar. Foi quando uma amiga minha pediu pra eu fazer um molho pesto que sempre faço, mas disse que ia pagar. E quando fiz pra ela, aproveitei e fiz mais e vendi tudo”, explica André.

A partir daí o artista viu que poderia fazer dessa paixão um meio para ganhar dinheiro, principalmente agora, quando o setor cultural sofre para se financiar.

Tudo começou com o pedido de uma amiga pelo molho pesto (Foto: Helton Pérez/Vaca Azul Produções)
Tudo começou com o pedido de uma amiga pelo molho pesto (Foto: Helton Pérez/Vaca Azul Produções)

“Conversando em casa com meu companheiro e uma amiga veio a ideia de vender mais receitas que faço, mas usando uma marca minha que estava parada, a Teçá Artesanal”.

“Teçá”, do tupi-guarani, olhos atentos, é nome de uma marca criada por André para fabricar pequenos acessórios de moda, mais um talento, portanto. Acontece que por conta das demandas da carreira no teatro, a marca estava, digamos, parada, com pouca divulgação e fabricação de produtos.

“A verdade é que as pessoas não estão pensando em moda agora, é hora de reciclar o guarda-roupa na verdade, de ressignificar, e o ramo de acessório é mais complicado ainda, porque utilização de acessórios é algo não recomendado pela autoridades de saúde”.

Ressignificar foi justamente o que André fez com a Teçá. “Com a ajuda de muita gente eu resolvi mexer no conceito, mesmo um pouco inseguro, pois estava transformando uma marca de moda em marca de comida, mas eu comecei já a vender nesse novo conceito e está rolando, estou muito satisfeito".

Nozes foram abandonadas em favor do produto regional, a castanha de baru (Foto: Helton Pérez/Vaca Azul Produções)
Nozes foram abandonadas em favor do produto regional, a castanha de baru (Foto: Helton Pérez/Vaca Azul Produções)

André lembra que o significado de Teçá, olhos atentos, como falamos, tem tudo a ver com o produto e com o cuidado necessário no contexto atual. Por isso ele substituiu um dos produtos que usava, as nozes, pela castanha de baru, produto regional. "A ideia é prestigiar o extrator da castanha regional, do produto regional, então quero crescer com a marca em cima desse produto, muito saudável, saboroso e pouco explorado pelo mercado".

Para conferir os produtos e formas de compra você pode acessar o insta da marca que é @tecaartesanal

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