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Lado Rural

Colheita do milho alcança 2,8% da área e segue em ritmo lento

Chuvas acima da média atrasaram entrada das máquinas nas principais regiões produtoras

Por Gustavo Bonotto | 08/07/2026 22:07
Colheita do milho alcança 2,8% da área e segue em ritmo lento
Milho aguarda colheita em meio a tempo fechado. (Foto: Arquivo/Aprosoja)

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 chegou a 2,8% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul até 3 de julho, mas segue em ritmo lento por causa das chuvas acima da média e da umidade elevada dos grãos. Levantamento divulgado nesta quarta-feira (8) pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) aponta ainda piora na região central, onde 23,8% das lavouras estão em condição ruim.

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 em Mato Grosso do Sul atingiu apenas 2,8% da área até 3 de julho, em ritmo lento devido a chuvas acima da média e alta umidade dos grãos. A região central concentra o pior cenário, com 23,8% das lavouras em condição ruim. A produção estimada é de 11,139 milhões de toneladas, queda de 20,1% em relação à safra anterior.

Na semana anterior, a colheita alcançava 0,7% da área cultivada no Estado. O novo levantamento indica avanço de 2,1 pontos percentuais e estima cerca de 46 mil hectares colhidos na área acompanhada pelo Projeto Siga-MS.

Apesar do avanço, a própria associação classifica o ritmo como lento. As regiões central e sul apresentam os maiores percentuais, ambas com 3,1% da área colhida. No norte, as máquinas passaram por apenas 0,2% das lavouras.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, as chuvas retardaram o início dos trabalhos nas principais regiões produtoras. A umidade dos grãos também limita a entrada das máquinas no campo.

“As chuvas acima da média em importantes regiões produtoras retardaram o início da colheita. Além disso, historicamente o milho apresenta umidade mais elevada nesse período, o que naturalmente posterga a entrada das máquinas no campo. A expectativa é que os trabalhos ganhem intensidade a partir da segunda quinzena de julho”, afirmou.

Os índices estaduais de qualidade permaneceram iguais aos divulgados no levantamento anterior. Do total acompanhado, 70,8% das lavouras apresentam boas condições, 18,3% estão em situação regular e 10,9% foram classificadas como ruins.

A situação varia entre as regiões. No norte, 92,1% das lavouras estão em boas condições. O índice chega a 82,9% no nordeste, 79,4% no oeste, 73,6% no sudoeste e 72,8% no sudeste.

A região central concentra o quadro mais desfavorável. Apenas 57,9% das áreas estão em boas condições e 23,8% foram classificadas como ruins. No levantamento divulgado na semana passada, a parcela de lavouras ruins na região era de 22%.

No sul, 64,1% das áreas apresentam boas condições e 31% estão em situação regular. Já na região Sul-Fronteira, 62,3% das lavouras foram classificadas como boas, mas a Aprosoja/MS mantém atenção sobre possíveis efeitos das geadas registradas entre 24 e 26 de junho.

“Continuamos monitorando os impactos localizados provocados pela estiagem e pelas geadas, especialmente na região Sul-Fronteira. Neste momento, o acompanhamento técnico é fundamental para avaliar possíveis reflexos sobre a produtividade”, disse Balta.

Na semana passada, a entidade informou que episódios de geada atingiram Aral Moreira e afetaram lavouras nas fases reprodutivas R3 e R4, mais sensíveis ao frio intenso. A estimativa preliminar indicava danos em até 5% da área cultivada no município.

A Aprosoja/MS manteve a projeção de 2,206 milhões de hectares cultivados na segunda safra 2025/2026. A produtividade média estimada é de 84,2 sacas por hectare, 22,4% abaixo do resultado anterior.

Com isso, a produção deve alcançar 11,139 milhões de toneladas, queda de 20,1% em relação à safra passada.