ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JUNHO, DOMINGO  28    CAMPO GRANDE 22º

Lado Rural

Quase um terço das lavouras de milho já perdeu qualidade

Avanço de pragas, doenças e outros fatores que reduzem o potencial produtivo na 2ª safra

Por Gustavo Bonotto | 28/06/2026 19:44
Quase um terço das lavouras de milho já perdeu qualidade
Plantação de milho em área de Mato Grosso do Sul. (Foto: Mairinco de Pauda)

O boletim semanal da segunda safra de milho divulgado pela Aprosoja/MS e pelo Sistema Famasul mostrou que 29,2% das lavouras de Mato Grosso do Sul apresentam algum nível de comprometimento na terceira semana de junho. Desse total, 18,3% das áreas foram classificadas como regulares e 10,9% como ruins, enquanto 70,8% permanecem em boas condições.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Levantamento da Aprosoja/MS e do Sistema Famasul aponta que 29,2% das lavouras de milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul apresentam algum comprometimento na terceira semana de junho, sendo 18,3% classificadas como regulares e 10,9% como ruins. A região Centro concentra o pior cenário, com 23,8% das áreas em condição ruim. A produção estimada é de 11,139 milhões de toneladas em 2,206 milhões de hectares.

A classificação considera o potencial produtivo das áreas cultivadas. As lavouras enquadradas como ruins apresentam problemas como alta incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, falhas no estande, desfolhamento, enrolamento das folhas e amarelamento precoce das plantas, fatores que reduzem a produtividade.

Já as áreas classificadas como regulares apresentam parte desses problemas em menor intensidade, enquanto as lavouras consideradas boas mantêm plantas saudáveis e maior potencial de produção.

Entre as oito regiões monitoradas, a Centro concentra a situação mais crítica. Apenas 57,9% das lavouras estão em boas condições, enquanto 18,2% foram classificadas como regulares e 23,8% como ruins, o maior percentual registrado no Estado. A região Sul-Fronteira aparece em seguida, com 17,7% das áreas em condição ruim. No sentido oposto, a região Norte lidera o ranking de qualidade, com 92,1% das lavouras classificadas como boas, seguida pelo Nordeste, com 82,9%.

2ª safra de milho

Onde as lavouras estão em pior condição

Percentual de áreas classificadas como ruins em cada região de Mato Grosso do Sul

1º Centro 23,8%

Região reúne Campo Grande, Sidrolândia, Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul.

2º Sul-Fronteira 17,7%

3º Sudoeste 10%

8,4% Sudeste
7,7% Oeste
4,9% Sul
4,8% Nordeste
3,6% Norte

Fonte: Aprosoja; consultado em 28 de junho de 2026

Os dados por município reforçam o cenário observado na região Centro. Em Rio Brilhante, apenas metade das lavouras permanece em boas condições. Outros 25% das áreas estão em condição regular e 25% em situação ruim. Em Sidrolândia e Nova Alvorada do Sul, um quarto das lavouras recebeu a pior classificação. Campo Grande registra 20% das áreas em condição ruim, enquanto Dois Irmãos do Buriti também soma 20%.

Na região Sul, 31% das lavouras foram classificadas como regulares, o maior percentual do Estado nessa categoria. Apesar disso, 64,1% das áreas ainda permanecem em boas condições e apenas 4,9% estão em situação ruim. Na região Oeste, 79,4% das lavouras seguem classificadas como boas, enquanto 12,9% são regulares e 7,7% ruins. Já o Sudoeste registra 73,6% das áreas em boas condições, 16,4% regulares e 10% ruins.

Mesmo com o avanço das áreas classificadas como regulares e ruins, a estimativa para a segunda safra permanece em 2,206 milhões de hectares cultivados. A produtividade média prevista é de 84,2 sacas por hectare, com produção estimada em 11,139 milhões de toneladas. Segundo o boletim, o milho ocupa atualmente cerca de 46% da área destinada ao cultivo de soja em Mato Grosso do Sul, percentual inferior aos aproximadamente 75% registrados em anos anteriores.

O relatório também alerta que praticamente todas as regiões monitoradas permanecem sob risco de estiagem e geadas durante a fase final do ciclo da cultura.