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Meio Ambiente

"Agressividade" da mineração na Serra da Bodoquena preocupa Imasul

Presidente do Imasul fala da relação entre a composição frágil da região e a agressividade da mineração

Por Lucas Mamédio | 21/06/2024 17:59
Lavra de mineração em Bodoquena, a 264 km de Campo Grande (Foto: Direto das Ruas)
Lavra de mineração em Bodoquena, a 264 km de Campo Grande (Foto: Direto das Ruas)

Segundo o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), existe uma preocupação com a atividade mineradora na região da Serra da Bodoquena, principalmente pela relação entre a composição frágil da região e a agressividade da mineração.

Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, existe um ambiente extremamente fraco, ao mesmo tempo que é extremamente rico na serra. Ele considera situações antagônicas o fato da Serra da Bodoque ser um lugar cheio de riquezas naturais, mas que até certo ponto é necessária para o desenvolvimento local por contra das riquezas minerais.

“A atividade mineração ela é muito agressiva, então isso nos provoca essa sensação de choque, ela provoca uma mudança muito grande na paisagem. Então trabalho árduo do poder público”.

Lavra de mineração em Bodoquena, a 264 km de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)
Lavra de mineração em Bodoquena, a 264 km de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

Alguns dos reflexos da atividade mineradora na Serra da Bodoquena foram revelados por uma série de matérias publicadas pelo Campo Grande News.

A legislação para a concessão de lavra, que é a permissão para mineração em determinado local, é bem complexa. Uma das instâncias dessa licença, a ambiental, é feita no Imasul.

São feitos estudos elementares para atividade que, dependo do porte, ela é dividida em “baixo” “médio” e “grande” impacto, dentro da área que ele vai explorar. A partir daí define-se quais estudos a empresa vai apresentar.

“Nesse período de vigência, toda medida quando ela é deferida, sai um rol de condicionantes, e dentro dessas condicionantes você tem dois estudos: que é o Plano de Auto Monitoramento e o Plano Básico Ambiental. Então ao longo da vigência da licença ele tem que, periodicamente, entregar relatórios pro estado pra gente acompanhar a atividade dele. Ele tem períodos em que ele mede apresentar qualidade de água,  de ar, por exemplo”, explica André

Caso seja verificado que tem alguma não conformidade ou informação divergente nesses documentos pode acontecer desde uma solicitação para apresentar medias complementares, até uma situação mais grave.

“Aí tem algumas etapas a serem cumpridas que pode ser desde solicitar que resolvam o problema até uma medida mais drástica que é uma paralização da atividade”.

Segundo André, hoje o estado tem uma preocupação com medidas para minimizar os impactos. “Existe uma série de políticas públicas, o próprio licenciamento. Você tem algumas exigências não só do estado, mas da União também. O papel do estado é trazer o equilíbrio para todos esses interesses.

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