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Economia

Com mercado aquecido, MS consolida uma das menores taxas de desemprego do Brasil

Estado alcança mínima da série histórica e reforça protagonismo do Centro-Oeste na geração de empregos

Por José Cândido | 20/02/2026 08:37
Com mercado aquecido, MS consolida uma das menores taxas de desemprego do Brasil
Mato Grosso do Sul tem reduzido rapidamente o número de pessoas em busca de emprego. (Foto divulgação)

O mercado de trabalho brasileiro fechou 2025 com sinais claros de recuperação, mas foi em Mato Grosso do Sul que os números ganharam contornos históricos. Com taxa anual de desocupação de apenas 3,0%, o Estado passou a integrar o grupo das unidades da federação com menor desemprego do país — e alcançou o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, do IBGE.

RESUMO

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Mato Grosso do Sul registrou taxa de desocupação de 3% em 2025, alcançando o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua. O estado ficou atrás apenas de Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%), consolidando o Centro-Oeste como uma das regiões mais dinâmicas do mercado de trabalho nacional. O desempenho sul-mato-grossense reflete a expansão econômica do estado, impulsionada pelo agronegócio, indústria florestal, logística e setor de serviços. Com novos investimentos industriais e crescimento das cadeias produtivas, a demanda por mão de obra cresceu continuamente, reduzindo o número de pessoas em busca de emprego.

O resultado coloca Mato Grosso do Sul atrás apenas de Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%), consolidando o Centro-Oeste como uma das regiões mais dinâmicas do mercado de trabalho nacional.

No cenário brasileiro, a taxa média caiu para 5,6% em 2025, recuo de um ponto percentual em relação a 2024. Já no quarto trimestre, o índice nacional chegou a 5,1%. Em Mato Grosso do Sul, porém, o desempenho foi ainda mais expressivo: a desocupação recuou para 2,4%, praticamente um quadro de pleno emprego.

Economia aquecida e demanda por trabalhadores

O desempenho sul-mato-grossense acompanha o ritmo de expansão econômica vivido pelo Estado nos últimos anos, impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela indústria de base florestal, pela logística e pela ampliação do setor de serviços.

Com novos investimentos industriais, aumento das exportações e crescimento das cadeias produtivas ligadas à celulose, proteína animal e energia, a demanda por mão de obra cresceu de forma contínua — reduzindo rapidamente o número de pessoas em busca de emprego.

O próprio IBGE aponta que a mínima histórica nacional está ligada ao dinamismo do mercado e ao aumento do rendimento real dos trabalhadores.

Centro-Oeste puxa queda do desemprego

No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação do Centro-Oeste caiu de 4,4% para 3,9%, reforçando a tendência de aquecimento regional. Mato Grosso do Sul aparece como um dos principais motores desse movimento.

Enquanto estados do Nordeste ainda registram índices acima de 8%, como Pernambuco e Bahia, o Centro-Oeste apresenta uma realidade distinta, marcada por maior geração de vagas formais e expansão econômica sustentada.

O desafio além dos bons números

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a queda do desemprego não elimina desafios estruturais do mercado de trabalho brasileiro, como informalidade e ocupações de baixa produtividade — problemas ainda mais presentes em outras regiões do país.

A taxa de informalidade nacional ficou em 38,1% da população ocupada, mostrando que parte da recuperação ocorre em empregos com menor estabilidade.

Ainda assim, Mato Grosso do Sul mantém vantagem competitiva: o avanço de setores industriais e cadeias organizadas tende a ampliar o número de trabalhadores com vínculo formal nos próximos anos.

Renda cresce e reforça consumo

Outro indicador que ajuda a explicar o aquecimento econômico é o aumento do rendimento médio. No Brasil, o valor anual chegou a R$ 3.560, enquanto a massa de rendimentos segue em expansão, impulsionando consumo, comércio e serviços.

Com desemprego em nível historicamente baixo, o Estado entra em 2026 com um cenário raro na economia brasileira: empresas buscando trabalhadores e não o contrário — um sinal claro de transformação estrutural no mercado regional.