ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
ABRIL, DOMINGO  21    CAMPO GRANDE 26º

Meio Ambiente

Associação de Turismo apoia proibição de pesca comercial em Mato Grosso do Sul

Presidente da Acert opinou que a decisão de Mato Grosso deveria ser seguida pelo Governo do Estado

Gabriel de Matos | 30/06/2023 16:18
Pescadores fazendo pesca esportiva em rio do bioma Pantanal (Foto: Divulgação/Acert)
Pescadores fazendo pesca esportiva em rio do bioma Pantanal (Foto: Divulgação/Acert)

A Acert (Associação Corumbaense das Empresas Reunidas de Turismo) publicou nota afirmando que apoia a iniciativa do Governo de Mato Grosso de proibir o transporte e comercialização do pescado na bacia do Rio Paraguai por cinco anos. A proposta foi noticiada pelo Campo Grande News mais cedo e destacou que há apoio em Mato Grosso do Sul.

O Projeto de Lei 1.363/2023 do governo estadual de Mato Grosso é entendido como forma de preservar peixes nos rios mato-grossenses. A nova legislação permitiria a pesca somente nas modalidades de pesque e solte ou esportivas; captura de peixes às margens dos rios para consumo no local; e a captura para subsistência (consumo próprio). Na prática, proíbe a pesca profissional, feita por pescadores cadastrados e licenciados em órgãos competentes, específica por bacia hidrográfica.

O presidente da Acert, Luiz Antônio Martins, opinou que a decisão de Mato Grosso deveria ser seguida pelo Governo de Mato Grosso do Sul. “A lei deveria ser única, não apenas pelo fato de ser apenas um ecossistema, mas porque a medida deu certo em Goiás, onde a pesca esportiva continua em alta e os ex-pescadores profissionais hoje têm uma profissão digna”, disse.

Porém, Luiz Martins ressalva que a grande maioria dos pescadores profissionais do Estado não têm qualidade de vida e são explorados por atravessadores. Ele complementou que a lei do transporte zero em Mato Grosso garante ao pescador profissional um salário mínimo por três anos, período em que será capacitado para exercer uma profissão remunerada.

Segundo o presidente da entidade, a proibição da comercialização do pescado no Pantanal vai muito além da proteção do estoque pesqueiro, os quais terão uma qualificação profissional e emprego.

Martins destaca que os associados da Acert estão na vanguarda da sustentabilidade da pesca esportiva ao aderirem ao pesque e solte no Pantanal. “Se tem peixe, temos o turista, que fica satisfeito ao fisgar e fotografar o seu troféu e com o atendimento nos barcos, onde oferecemos um serviço de qualidade”, completa.

O empresário lamenta o uso de petrechos nocivos nos rios pantaneiros pelo extrativismo, como o anzol de galho, joão-bobo e o espinhel disfarçado, enquanto setores ambientalistas miram apenas a pesca esportiva, que hoje forma uma corrente de proteção à ictiofauna. “Nosso meio ambiente é vulnerável, não conseguimos repor o estoque de peixes com a pressão da pesca predatória”, comenta.

Nos siga no Google Notícias