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Meio Ambiente

El Niño se forma no Pacífico e tem 63% de chance de ficar muito forte

NOAA faz alerta para o fenômeno, que pode elevar temperaturas em MS

Por Anderson Viegas | 13/06/2026 11:08
El Niño se forma no Pacífico e tem 63% de chance de ficar muito forte
Os tons em vermelho e laranja indicam águas mais quentes que o normal no Pacífico Equatorial. Esse aquecimento persistente é a principal marca do El Niño e influencia o clima em diversas regiões do planeta, incluindo a América do Sul, segundo a NOAA (Foto: NOAA Satellites)

O fenômeno El Niño se formou no Oceano Pacífico e tem 63% de probabilidade de atingir intensidade muito forte, segundo comunicado divulgado pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), que emitiu um alerta para o evento.

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O fenômeno El Niño, formado no Oceano Pacífico, tem 63% de probabilidade de atingir intensidade muito forte, segundo a NOAA. Em Mato Grosso do Sul, o Cemtec alerta para chuvas irregulares, ondas de calor, risco de incêndios e impactos na agropecuária e no Pantanal, com efeitos mais intensos previstos para a primavera de 2026.

Em Mato Grosso do Sul, o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) já havia alertado que o fenômeno pode provocar chuvas irregulares e temperaturas acima da média, favorecendo ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente entre a primavera e o início do verão.

Entre os principais impactos esperados para o Estado, o Cemtec aponta aumento dos períodos de calor, maior evaporação e perda de umidade do solo, irregularidade na distribuição das chuvas, possibilidade de veranicos durante a estação chuvosa, pressão sobre os recursos hídricos e o setor energético, além do aumento do risco de incêndios florestais.

Segundo o centro de monitoramento, os efeitos do El Niño devem ficar mais evidentes a partir do fim do inverno e durante a primavera de 2026, período em que os modelos climáticos indicam o fortalecimento do fenômeno.

Na agropecuária, as consequências também podem ser significativas. De acordo com o Cemtec, a irregularidade das chuvas e o excesso de calor podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras, reduzir a produtividade, aumentar o estresse hídrico das plantas e elevar os custos com irrigação. Na pecuária, temperaturas elevadas e menor disponibilidade de água podem provocar estresse térmico nos animais, reduzir o ganho de peso e comprometer a qualidade das pastagens.

Em relação ao Pantanal, a projeção é de que a combinação entre temperaturas acima da média, baixa umidade do ar e períodos secos mais prolongados favoreça o aumento do risco de queimadas, principalmente se houver redução das chuvas na transição para a primavera.

“O El Niño não é o único fator responsável pelos incêndios, mas pode criar condições mais favoráveis para a propagação do fogo”, destacou o Cemtec.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, associado a mudanças na circulação atmosférica que influenciam os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

No Brasil, seus efeitos variam conforme a região, mas podem incluir temperaturas mais elevadas, períodos de seca, chuvas irregulares e aumento da frequência de eventos climáticos extremos. O fenômeno ocorre de forma periódica e pode apresentar intensidade fraca, moderada, forte ou muito forte.