Casa do Homem Pantaneiro vai abrigar espaço para educação ambiental
Centro vai integrar políticas públicas e fortalecer formação de professores e ações educativas no Estado
O Governo de Mato Grosso do Sul instituiu o CEEA (Centro Estadual de Educação Ambiental), que funcionará na estrutura da Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas. A criação do órgão foi oficializada por decreto do governador Eduardo Riedel (PP), publicado no Diário Oficial do Estado.
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O governo de Mato Grosso do Sul criou o Centro Estadual de Educação Ambiental (CEEA), por decreto do governador Eduardo Riedel, que funcionará na Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas. O órgão será vinculado à Secretaria de Educação, à Semadesc e ao Imasul, com o objetivo de centralizar ações ambientais, formar professores e produzir materiais educativos para escolas e comunidades do estado.
O novo centro estará vinculado à SED (Secretaria de Estado de Educação), à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e ao Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), com a proposta de centralizar e organizar as iniciativas de educação ambiental já existentes no Estado.
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A estrutura que receberá o CEEA foi originalmente construída para ser a Casa do Pantanal. O espaço começou a ser erguido em 2005 e foi concluído em 2006, com mais de mil metros quadrados de área construída e um espaço interno descoberto. Na época, a obra recebeu investimentos superiores a R$ 600 mil, provenientes do Programa Turismo Brasil, do Ministério do Turismo, além de contrapartida da Fundação Manoel de Barros, ligada a uma universidade particular. O imóvel foi devolvido ao Imasul em 2015.
O uso do local para sediar o novo centro foi anunciado por Riedel durante visita realizada na semana passada, acompanhado da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Segundo o secretário adjunto da Semadesc, Artur Falcette, a iniciativa busca dar maior organização e padronização às ações de educação ambiental no Estado. “Hoje temos a Educação Ambiental sendo trabalhada em algumas secretarias e vinculadas, como é o caso do Imasul, e precisamos garantir que essa discussão aconteça de forma mais estruturada e homogênea, para atender objetivos estratégicos”, afirmou.
Ele destacou ainda que o centro terá papel fundamental na formação de professores da rede estadual e na disseminação de conteúdos voltados a crianças e adolescentes. “O Centro vai garantir capacidade para criar e transferir conteúdo, com linguagem padronizada, unindo a expertise pedagógica da Secretaria de Educação à curadoria técnica da área ambiental”, explicou.
O Centro Estadual de Educação Ambiental terá como finalidade planejar, coordenar e executar programas, projetos e atividades de educação ambiental, tanto no ensino formal quanto em iniciativas não formais. Também será responsável por apoiar a formação e qualificação de professores, gestores, técnicos e outros públicos envolvidos com o tema.
Entre as atribuições do CEEA estão a articulação de políticas públicas educacionais ambientais, o monitoramento e avaliação dos impactos das ações desenvolvidas e a promoção de melhorias contínuas nas iniciativas implementadas.
Os objetivos incluem incentivar a reflexão crítica sobre problemas ambientais contemporâneos, desenvolver programas de capacitação, produzir e disseminar materiais educativos, além de promover eventos como oficinas, palestras, seminários e workshops.
O centro também poderá estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas, apoiar projetos em escolas e comunidades e divulgar pesquisas na área de educação ambiental.
O decreto estabelece que o CEEA será composto por um diretor, nomeado pela Secretaria de Estado de Educação, além de equipes técnicas, pedagógicas e administrativas formadas por profissionais da SED, Semadesc e Imasul.
O financiamento do centro poderá ser realizado com recursos próprios dos órgãos envolvidos, além de convênios e parcerias com instituições públicas e privadas.


