Comunidade Kadiwéu aprende técnicas para recuperar áreas degradadas
Formação abordou coleta de sementes nativas para restaurar nascentes em Porto Murtinho

Mulheres e brigadistas da aldeia Alves de Barros, no Pantanal, receberam orientação sobre como identificar, coletar e armazenar sementes nativas. A formação, realizada no território indígena Kadiwéu, em Porto Murtinho, buscou fortalecer a restauração ecológica, recuperar nascentes e criar oportunidades de geração de renda para os indígenas.
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Indígenas da aldeia Alves de Barros, no Pantanal, participaram de formação sobre identificação, coleta e armazenamento de sementes nativas. A iniciativa, realizada no território Kadiwéu em Porto Murtinho, visa restaurar áreas degradadas, recuperar nascentes e gerar renda para a comunidade. O projeto, conduzido pela Fundação Neotrópica do Brasil, combina conhecimentos tradicionais com técnicas modernas de preservação ambiental. A capacitação também beneficia brigadistas indígenas, que já obtiveram resultados significativos na redução de incêndios na região.
A atividade foi realizada em um cenário em que a escassez de água já impacta o cotidiano da comunidade, agravada pelo desmatamento nas áreas de nascentes ao redor do território, que compromete o fluxo hídrico, acelera o assoreamento e reduz a infiltração da água no solo.
Moradora da aldeia, Elen Rocha participou pela primeira vez de uma oficina do tipo. Segundo ela, além de ampliar o conhecimento sobre o plantio, descobriu que as sementes nativas podem ser utilizadas na produção de mudas e gerar renda.
Conduzida pelos biólogos Kwok Chiu Cheung e Guilherme Dalponti e pelo viveirista Vinicius Barbosa, da Fundação Neotrópica do Brasil, a formação ensinou técnicas práticas para identificar árvores matrizes, coletar sementes no período adequado e armazená-las corretamente, respeitando os ciclos naturais da vegetação pantaneira.
Para Kwok Chiu, a iniciativa une o saber tradicional do território com técnicas que contribuem para a recuperação ambiental e para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Queimadas - Entre os brigadistas indígenas, a capacitação se soma ao trabalho permanente de prevenção de incêndios, monitoramento ambiental, recuperação de áreas degradadas e educação ambiental dentro da terra indígena. A atuação das brigadas já contribuiu para a redução significativa dos incêndios no território, conforme apontam estudos. Para Rubens Ferraz, da brigada Kadiwéu 1, o aprendizado fortalece o cuidado com o território e amplia a visão sobre a produção de mudas.
A ação integra o projeto Vidas e Vozes Kadiwéu, realizado pelo Instituto Terra Brasilis em parceria com a Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental.
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