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Meio Ambiente

Em transferência de peixes de lago, técnicos retiram "invasores" e muito lixo

Espécies comuns em rios de MS não deveriam ser encontradas em regiões de nascente, como no lago do Parque das Nações Indígenas

Por Danielle Matos | 26/06/2019 10:43
Peixes foram retirados do lago principal e transferidos para o lago menor. (Foto: Marina Pacheco)
Peixes foram retirados do lago principal e transferidos para o lago menor. (Foto: Marina Pacheco)

Com as obras de desassoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas, os animais que vivem naquele habitat precisaram ser retirados e transferidos para o lago menor. São cerca de 10 mil peixes de 13 espécies, além de cágados, réptil geralmente confundido com tartarugas marinhas.

Mas durante o trabalho de retirada, técnicos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) identificaram alguns “moradores” que não deviam estar ali. Espécies invasoras como o pacu, a carpa e a tilápia são comuns em rios do Estado, mas não em regiões de nascente, como o lago.

“Essa é uma região de nascente, não é normal ocorrer espécies como o pacu, que embora seja nativo de nossa bacia, é um peixe de rio. Com certeza esses exemplares foram soltos aqui no lago”, afirma o gerente de Recursos Pesqueiros do Imasul, Vander Fabrício de Jesus.

Além dos peixes, outros “ocupantes” indesejados são materiais deixados pelos próprios frequentadores do parque. Pneus, plásticos, garrafas e até aparelho celular foram retirados pelos técnicos.

Após o fim das obras, os animais serão devolvidos ao lago maior. Enquanto isso não acontece, alguns imprevistos podem acontecer. A Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) prevê medidas em casos de urgência como falta de oxigênio no lago ou alimento para os peixes. As obras de desassoreamento têm previsão de retirar 140 mil m³ de sedimentos do lago.

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